O precisar
é a inconstância do querer
Que, mesmo forte,
cai em espasmos convulsivos.
É a possibilidade da fraqueza,
O ânimo dos quereres enterrados.
Não basta
o lúdico prazer dos sentidos,
É preciso
a fonte da sede insaciável.
É preciso
o desespero das horas infindas,
A agonia do momento impreciso.
(...)