Memória e presença

  –  Um comentário de Angélica Pereira  –  

Varais do Tirando de Letra, no encontro da Vila C. (fotos: Débora Rodrigues)
Varais do Tirando de Letra, no encontro da Vila C. (fotos: Débora Rodrigues)

No dia 20 de novembro, na feira popular da Vila C, em Foz do Iguaçu, tivemos um dia repleto de amor, força e resistência; a feirinha que ocorre todos os domingos teve a presença do Movimento Negro de Foz do Iguaçu, dentre as atividades, houve oficinas, exposições, dança afro, música e tudo isso regado de muita alegria. Esse data, enquanto um dia simbólico da nossa luta, trouxe um pouco das nossas trajetórias e assim como todos os dias deveriam ser, trouxe também reflexões e resgate histórico da nossa Resistência. Agradeço a todos por termos compartilhado um dia tão bonito, e um “obrigadão” pelo convite e pela iniciativa das pessoas da Vila C.

“É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,
que o céu é o limite e você, truta,  é imbatível” (Racionais Mc’s)

“É com máximo respeito que realizamos essa exposição no programa Tirando de Letra, da Guatá,  sobre a cultura Hip Hop que é composta por seus quatro elementos; Break, Mc, Dj e o Graffiti.

            O movimento Hip Hop pode ser entendido enquanto parte do Movimento Negro, o movimento nasce nas periferias, como forma de luta, resistência, um grito de quem tem tanto a dizer. Através da arte as pessoas expressam seus sentimentos, falam sobre seus cotidianos e também se empoderam de si. Como dizia um mano: O RAP SALVA!

         Em São Paulo mais especificamente na região de Parelheiros, o Hip Hop sempre esteve presente na minha vida. E em minha memória ele se manifesta em diversos momentos e com certeza eu não sou a única a ter lembranças das quais pelo menos um elemento do hip hop marcou presença.

            Esse trabalho é uma tentativa de mostrar o quão importante essa cultura é, no cotidiano periférico pois perpassa as fronteiras, possibilita a abertura de novos horizontes, e é preciso sonhar.” (Angélica Pereira)


Angélica Pereira, paulistana, é estudante de História, militante do movimento negro e mediadora de leitura da Guatá, em Foz do Iguaçu, Pr.

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