29 de janeiro:

Dia Nacional da Visibilidade Trans. Entenda por quê. Veja também o depoimento de um jogador trans de futebol.

Janeiro é conhecido como o mês da visibilidade trans. Em 29 de janeiro de 2004, o Congresso Nacional recebeu pela primeira vez um grupo de mulheres e homens, clamando dignidade e cidadania para a população trans. Por conta disso, o dia se transformou numa data destinada à lembrança, divulgação e discussão do tema.

Rio de Janeiro – Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A violência – O Brasil continua a ser o país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo. Esse é o alerta do novo dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), publicado nesta quarta-feira (29) em razão do Dia Nacional da Visibilidade Trans.

De acordo com o documento, 124 pessoas trans foram assassinadas em 2019. O México, que está em segundo lugar no ranking global, reportou metade do número de homicídios.

Leia a reportagem feita por Brasil de Fato, clicando aqui

Um depoimento:
“Meu nome é Marcelo”

Nasci com nome de menina. Ganhei três títulos mundiais jogando com mulheres. Conquistei um Campeonato Brasileiro com o Corinthians. Mas, hoje, no Dia Nacional da Visibilidade Trans, quero me apresentar de novo. Esta é minha história.
(Depoimento concedido ao site do Globo Esporte)
Marcela, agora Marcelo, jogando pelo time feminino do Corinthians em 2018. (Divulgação/Agência Corinthians)

Na carteira de identidade, meu nome é Marcela Nascimento Leandro. Eu jogo futebol. Tenho três títulos mundiais com a seleção brasileira feminina de futsal. Tenho um título brasileiro com o Corinthians no futebol de campo. Mas quando me olho no espelho, eu não vejo essa jogadora de sucesso. Quando me olho no espelho, é o Marcelo que eu vejo…

Leia o depoimento completo e assista ao vídeo do Globo Esporte, aqui.

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De Brasil de Fato e Globo Esporte