Como num filme

  –  Os diretores do Complexo Turístico Marco das Três Fronteiras resgataram a filmagem de “A Missão”, nos anos 80. Justa homenagem a Luiz Rolón, uma figura incansável na defesa da história, da ecologia e dos povos originários das Três Fronteiras.  –  


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A ideia de resgatar as filmagens de “A Missão”, que aconteceu faz 30 anos nas águas do Iguaçu, além de nos favorecer com informações sobre cinema e a história da região, trata-se de uma justa homenagem ao médico argentino Luís Rolón, figura ímpar na defesa da ecologia e dos direitos dos Guaranis das Três Fronteiras.
Foi ele quem assessorou os produtores do filme, à época. O Museu Fortin M’Bororé, em Puerto Iguazu, guarda histórias de lutas importantes capitaneadas por ele. Expor peças que integraram cenas do filme é, de alguma forma, recuperar a importância de Rolón.

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Quem foi Luis Honorio Rolón

Rolón: "No hay Guarani, sin selva"
Rolón: “No hay Guarani, sin selva”

Luis Honorio Rolón nasceu em Puerto Iguazu, AR, em 1945 e foi um dos símbolos da luta conservacionista missioneira. Junto a Moisés Bertoni, Alberto Roth e Andrés Giai, conformam um seleto grupo de precursores, em tempos diferentes, que enviaram os mais importantes sinais de alerta sobre a degradação, cada vez mais vertiginosa, dos ambientes naturais de Missiones e da região circundante.
Luis Honorio Rolón será lembrado sempre por ter impulsionado com ardor e valentia a estratégia de Áreas Naturais Protegidas de Missiones, AR, que se originou na sua gestão como subsecretário de Ecologia daquela província argentina.  É dessa época que os primeiro parques provinciais estruturados como conjunto, como parte de um todo, como elos de uma grande correntte que deve conformar uma unidade de conservação aos distintos ambientes naturais.
Ele era consciente que a natureza não atua de acordo com divisões políticas, e o homem, submergido em meio a ela, deve atuar em harmonia com suas leis e reconhecer sua dependência desta grande ordem natural.
Luis Honorio Rolón era médico e sua origem guarani o converteu não só em um defensor da natureza, mas também de seu povo, que via seu habitat tão drasticamente modificado.
Por ele, tinha a convicção de que o caminho a seguir não era outro senão o de um crescimento em harmonia com a natureza.
Por isso, o Ministério de Ecologia e Recursos Naturais Renováveis outorgou a seu Centro Cultural Ecológico o nome de “Dr. Luis Honorio Rolón” numa homenagem que reconheceu essa preocupação com o preservacionismo.
Rolón criou a Escola Bilingue Fortín Mbororé. Foi assessor do Parque Iguazú e co-fundador do coletivo “Missioneiros Ecologistas”. Faleceu em 15 de janeiro de 1992.


Fonte (web)
 

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