A luta na rua

  –  Professores estaduais fazem movimento grevista contra as reformas anunciadas na previdência e a restrição de direito ao trabalho  –

Paralisação nacional contra a retirada de direitos terá a adesão de várias categorias profissionais (Foto: arquivo APP)

Professores/as, pedagogos/as e agentes educacionais iniciam greve geral nas escolas da rede estadual. A paralisação por tempo indeterminado é pela defesa da aposentadoria e dos direitos trabalhistas. Metade dos funcionários/as das escolas do Paraná é vinculada à CLT, regida pela legislação trabalhista que o Governo Temer pretende acabar. A pauta estadual da greve é contra a punição a professores/as doentes ou que cumpriram afastamentos legais. A categoria exige uma nova resolução de distribuição de aula que cumpra a lei da hora-atividade de 33%. Os educadores/as paranaenses reivindicam, ainda, o reajuste da inflação (data-base), a contratação de funcionários/as e a manutenção dos direitos da categoria.
Logo de manhã, os grevistas fizeram panfletagem e dialogaram com estudantes em frentes aos colégios estaduais em da região Oeste. Depois, às 10 horas, montaram acampamento de greve na Praça “do Mitre”, no centro de Foz do Iguaçu.
Contexto da greve
O ano de 2017 começou com diversos ataques aos direitos de todos os trabalhadores (as) do país. No Congresso Nacional uma proposta que altera a aposentadoria de todos, está em processo para aumentar o tempo de contribuição (49 anos), criar uma idade mínima para se aposentar (65 anos com perspectiva para 70 anos) e igualar a idade entre homens e mulheres.
Com as medidas pretendidas pelo Governo Temer, governadores, deputados e partidos aliados, o trabalhador/a só conseguirá se aposentar no final da vida ou muito doente. Tudo isso para mais uma vez pagarmos um “rombo na previdência”, uma conta que não existe segundo estudos técnicos de inúmeras instituições e especialistas.
No Paraná, os educadores/as e as escolas começaram o trabalho com muitas dificuldades. O Governo do Estado mais uma vez ataca a educação e os direitos dos trabalhadores. Vários servidores/as foram impedidos de assumir aulas este ano por terem ficado doentes ou por terem se afastado do trabalho por alguma razão concedida pelo estado no anterior.
O governador Beto Richa (PSDB) também retirou da jornada de trabalho do professor/a duas aulas destinadas ao planejamento didático. E mesmo que a justiça tenha dado razão para os educadores/as, o governo se nega a cumprir a determinação judicial e corrigir essas maldades. Permanece a falta de funcionários/as nas escolas, o que prejudica estudantes e compromete a realização de um trabalho de qualidade nas escolas.
“Nós, educadores/as do Estado do Paraná, não teremos outra forma de combater isso tudo se não com uma greve. Assim, a partir do dia 15 de março, nos somaremos a outros trabalhadores/as de todo o país que também entrarão em greve. Vamos dizer basta a todas as medidas que retiram direitos dos trabalhadores/as”, divulgam os diretores da APP em Foz

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Fonte: APP Núcleo Foz.

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