A poesia escrita com luz

  –  Oficina do Olhar fotográfico une informação  e sensibilidade na Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima  – 
As semanas finais da edição 2015 do Ponto de Cultura Tirando de Letra agitaram as escolas públicas da região da Vila C. Na primeira quinzena de setembro, por exemplo, a oficina “O Olhar Fotográfico e sua Poética”, coordenada pela repórter fotográfico Áurea Cunha, virou uma festa de descobertas na Escola Municipal Isidoro de Lima.
Juntando informação, sensibilidade e reflexão, a oficina foi do conceito e da história da fotografia, às tecnologias que a humanidade desenvolveu ao longo de sua caminhada para capturar imagens. Tudo muito leve e aproveitando cada indagação para aguçar ainda mais a atenção dos estudantes.

Alunos do 4º ano é que foram os contemplados com a aventura. Tomadas pela ideia central de que o homem sempre quis capturar imagens, as crianças se fascinaram com a câmera escura, rudimentar aparelho que em séculos passados serviu para se captar imagens. Uma caixa artesanal foi apresentada e explicada, inclusive com a proposta de que ela fosse reproduzida, depois, em casa.
Os estudantes também puderam brincar com a câmera analógica, entendendo o suporte do filme para se registrar as imagens. Em sequência, chegaram aos recursos das engenhocas eletrônicas que utilizam séries de pontos elétricos para armazenar codificar e armazenar imagens. Nesta parte, a oficina foi tomada por reflexões do que e porque fotografar.
A questão da informação e da emoção contida em cada fotografia foi fruto de um exercício de releitura de uma obra de autoria de Sebastião Salgado, consagrado fotógrafo brasileiro. Os estudantes refletiram sobre o ato de documentar através da fotografia, sobre a intenção de quem faz e quem contempla a foto e, finalmente, a proposta estética de se fotografar em preto e branco para impactar mais. Eles ponderaram sobre esse efeito, em momentos de uma boa conversa. O que depois se traduziu em exercícios textuais.


Fotos de Áurea Cunha e Gabriela Fernandes