Quanto tempo?

  –  Um poema de Lisete Barbosa. Uma foto de Sandra de Severo  –

Há quanto tempo não paro o olhar?

Observar aquele canto que te acolhe e hipnotiza

Aquele lugar que te abraça,

que faça sossegar o teu coração

As relações monetárias são parede gélidas na relação homem a homem

As conversas escaparam, já não fluem e nem confluem para evolução humana

Retomemos as conversas para além das guerras, dos tiroteios, dos navios fantasmas, dos cemitérios de lixos descartados pelo consumo.

Não aguento mais as indagações!

Que sejam conversas cruzadas de muito paz,amor,empatia e solidariedade.

A “liberdade” de hoje diminuiu nosso vocabulário, as peças não se encaixam

Limitaram nossas palavras, paralisaram nossas ações

Os versos e poemas se tornaram sonhos longínquos, como caminhos infinitos

Porem são caminhos longos e floridos.

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Lisete Barbosa, economista em Foz do Iguaçu, Pr. Poema e foto publicados na revista Escrita 46.
Sandra Severo é professora da rede pública estadual de educação em Foz do Iguaçu.

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