"A Queda do Céu"

Breve comentário de Gabriel Sampaio

“A Queda do Céu, uma ópera multimídia como dispositivo de escuta”: espíritos e pensamentos cruzados entre a arte contemporânea e o xamanismo Yanomami.

Nesta sexta (18), às 19h, acontece no Jardim Universitário – campus da Unila, conferência do professor Tato Taborda sobre a ópera multimídia “A Queda do Céu”, que tem como um de seus problemas centrais representar e pensar o fim da Amazônia. Trata-se de um trabalho essencialmente interdisciplinar, que coloca em diálogo altas tecnologias de modulação de som e imagem: a dos xamãs yanomamis e a ocidental.

Em julho de 2010, a ópera multimídia “A Queda do Céu”, parte do projeto “Amazônia- Teatro-Música em três partes”, fez sua estréia na cidade alemã de Munique, seguida de apresentações em Roterdã (Holanda), São Paulo e Viena (Áustria). A obra do compositor brasileiro Tato Taborda e do libretista alemão Roland Quitt resultou de uma estreita cooperação, ao longo de dois anos, entre instituições e pessoas de povos diversos: europeus, brasileiros e indígenas da nação Yanomami, em períodos de convivência na aldeia Yanomami de Watoriki, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em distintas cidades européias.

O modo de elaboração da obra, a partir da interlocução e colaboração entre artistas contemporâneos e xamãs Yanomami, principalmente Davi Kopenawa, além de suas características interdisciplinares, pôs em marcha, nas palavras do sociólogo Laymert Garcia dos Santos, “um conjunto de forças e potências históricas e transistóricas que atravessam nossa experiência do contemporâneo.”

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Gabriel Sampaio, músico e professor universitário.

Texto reproduzido da rede social do autor.

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