A vida pede passagem

Ato de repúdio ao feminicídio em Curitiba: Magó Presente. Mulheres organizam atos em memória à bailarina paranaense morta no último domingo (26).

Em Curitiba, ato acontecerá no sábado, 01 de fevereiro, às 16h, em frente ao Teatro Guaíra, no Centro / Divulgação

O assassinato por feminicídio da bailarina Maria Glória Poltronieri causou comoção e indignação, principalmente entre as mulheres. Ela foi encontrada no último domingo (26), morta em uma cachoeira no município de Mandaguari, no Paraná. Laudo inicial do Instituto Médico Legal (IML) revela que a bailarina teria sido morta por enforcamento e com sinais de violência sexual. Natural de Maringá, a jovem atuava profissionalmente na dança desde 2008.

Alguns atos de repúdio já vêm sendo organizados para o próximo fim de semana. As manifestações são autônomas e tem sido convocada via redes sociais. Em Curitiba, o “Ato de repúdio ao feminicídio” acontecerá no sábado, dia 01 de fevereiro, às 16h, em frente ao Teatro Guaíra. Em Maringá, o ato acontece também no sábado, no mesmo horário, na Praça Renato Celidônio, a praça da Prefeitura de Maringá. Ambas organizações informam que os atos serão para lembrar “aquelas que morreram por serem mulheres”.

Investigação – Maria Glória Poltronieri Borges foi encontrada morta na tarde de domingo, 26, próximo a uma cachoeira de Mandaguari. Magó, como era chamada por familiares e amigos, foi ao local no sábado, 25, para acampar. A Polícia Civil investiga o caso e já tem fotos de pessoas que passaram pela cachoeira naquele fim de semana. Os investigadores trabalham, agora, para tentar identificar essas pessoas e ouví-las.

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Brasil de Fato