Ajuda de Itaipu dá fôlego a projeto social Um Chute Para o Futuro

ONG atende normalmente 220 crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. Na pandemia, arrecada doações para ajudá-las.

Com a pandemia, em vez de atender as crianças, projeto está procurando ajudar as famílias, com comida e kits de higiene. (Foto: arquivo / Nilton Rolin)

Quando o tema é solidariedade, o projeto Um Chute Para o Futuro, em Foz do Iguaçu, dá goleada. Em períodos normais, a Organização Não Governamental (ONG) atende 220 crianças e adolescentes do bairro Porto Belo.

Mas, desde abril, quando precisou suspender as atividades com seu público, devido à pandemia, colaboradores e voluntários arrecadam cestas básicas e kits de higiene para doar a famílias atendidas pelo projeto e moradores do entorno.

O projeto Um Chute para o Futuro é uma das instituições atendidas com recursos do auxílio eventual de Itaipu, em Foz do Iguaçu. A usina aumentou os recursos desse auxílio, que inicialmente eram de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão), para R$ 5,5 milhões, que foram direcionados para 76 entidades prejudicadas pela pandemia.

“Reconhecer os trabalhos sociais importantes para a comunidade é praticamente um dever de Itaipu, que cumprimos com a certeza de contribuir para uma sociedade melhor. Vamos continuar atentos ao que se faz de positivo para melhorar a vida de nossa gente”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna.

Com os recursos do auxílio eventual, somados às doações e ao trabalho de voluntários, o projeto Um Chute para o Futuro ganhou cara nova, já no ano passado, dentro do plano para garantir sua sustentabilidade.

A sede conta agora com energia solar, poço artesiano e horta solidária, o que reduziu os custos de energia e água, permitindo que a instituição deixe de correr o perigo iminente de um corte desses serviços. A horta, por sua vez, melhorou a qualidade da alimentação.


Produtos frescos, da horta para as mesas de famílias carentes, enquanto a vida não volta ao normal. (Foto: Ronaldo Cleber Cáceres)

Criada pelo professor Ronaldo Cleber Cáceres, em 2005, a instituição começou com dez crianças e foi ampliando o atendimento. Antes da pandemia – e quando a normalidade voltar -, a instituição atendia quase 200 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de famílias de baixa renda ou em situação vulnerável, no contraturno escolar. Ali eram e serão desenvolvidas várias atividades multidisciplinares.

Todo o trabalho desenvolvido no local tem como objetivo evitar que o público atendido fique na rua, à mercê do crime. A comida é um grande atrativo. Para muitas famílias, a doação constitui-se na única refeição que recebem. Ao longo dos anos, a instituição foi fortalecendo os vínculos com os usuários, familiares e a comunidade. Atualmente, é uma referência de projeto integrador e de relevância pública e social no território.

Por: Cláudio Dalla Benetta – H2FOZ