Apontamentos de bike

  –  Um álbum/viagem de Ana Isabel Galeano Mysczak  –

 

Para ver todas as fotos e minicrônicas do álbum da viagem, clique na imagem. (Fotos: Ana Isabel e Gabriel Mysczak)

Queridos, deixo com vocês algumas fotos da nossa (Eu e Gabriel) terceira pequena viagem de bicicleta. A ideia era fazer um percurso maior, mas não foi possível por vários motivos: falta de grana, data das provas de concurso chegando, minha total falta de preparo físico dessa vez, dentre outras cositas (para o fim deste ano, enquanto fabricarmos os gêmeos, hahah, faremos uma de 30 dias!!). Mesmo com todas essas situações a viagem foi uma soma de bons sentimentos e como sempre, voltei mais fortalecida e feliz.
Espero que gostem e, quem sabe, se arrisquem numa dessas. Abração para todos!
 
[box] Nesse ponto tive uma sensação diferente, observando as embarcações lembrei de um sonho que tive com uma amiga. Meus sonhos são sempre muito simbólicos, nele eu via minha amiga escolhendo em qual navio, bote, lancha ela queria entrar. Fiquei imaginando a quantidade de navios, lanchas ou bote salva vidas recebemos durante a nossa vida. Em como as nossas escolhas nos deixam mais seguros em cascos mais grossos ou mais a mêrce do balanço das ondas, se queremos estar em alto mar ou atracados… Enfim, pensamentos que só uma viagem de bike pode proporcionar. Hahahha [/box]
 
O Costa Verde & Mar é o primeiro circuito de cicloturismo que contorna uma parte do litoral catarinense e faz uma deliciosa mistura de praias agitadas e passeios por estradinhas rurais quase sem movimento.
No total pedalamos por 10 cidades: (sendo sete no litoral) Balneário Piçarras, Bombinhas, Itapema, Itajaí, Navegantes, Penha e Porto Belo (e mais três no interior) Camboriú, Ilhota e Luíz Alves. O circuito forma um 8, por isso passamos em mais de uma cidade algumas vezes, mas sempre por caminhos diferentes.
[box] Esta foto me causa uma sensação tão boa. Vejo o infinito nela, mas não sei explicar isso. Afinal, nem tudo nessa vida tem que ser lógico e matemático, não acham?[/box]
 
Sobre o que levamos: O mínimo de peso possível. Eu levei duas calças, três camisetas (foi muito, da próxima só levo duas), alguns pares de meia. O Gabriel se preocupou com a parte de manutenção das bikes, mas as duas passaram por uma revisão antes da viagem, pra não ficar nada pesado. Uma das bikes tinha alforge e na outra iam as coisas mais básicas (protetor solar, produtos de higiene e etc e tal).
[box] No fim da Serra, estávamos em um pequeno bairro de casinhas bem bonitas e muros baixos. Paramos em um mercado pra repor nossa água que havia terminado na metade da subida (Nossa, horrível ficar sem água) e comer balas de banana (adooooro).
Mais alguns quilômetros e chegamos na orla de Itapema e sentir o vento do mar no rosto foi muito recompensador. O lugar tem boa infra-estrutura, e uma extensa ciclo-faixa a beira mar com demarcações diferentes para ciclistas e pedestres. [/box]
 
Sobre quanta custa uma viagem assim. Depende… Nós não temos problemas pra ficar em nenhum lugar, minha única exigência é poder tomar banho, hehe. Por isso, procuramos sempre o lugar mais em conta e que de preferência oferecesse a cozinha pra gente preparar nosso rango!
[box] Santa Hospitalidade
Chegada em Luis Alves, aqui deveria ser nosso último ponto de percurso do dia, mas não foi bem assim… Depois de achar um lugar super gostoso e com um preço excelente pra almoçar, começamos a pensar em lugares pra ficar. Perguntamos para o dono do restaurante se ele conhecia algum hotel, eis que veio a surpresa: “Mas aqui só tem um hotel e acho que tá fechado, foram tudo pra praia”. Fiquei preocupada na hora, o dono do restaurante era tão gentil que ligou no hotel, mas de fato ninguém atendeu. Pensamos que, sei lá, poderia ser que o atendente da recepção estivesse ocupado com alguma outra coisa. Fomos até o hotel e estava fechado, sem nenhum aviso, nadica de nada!! O único da cidade e fechado! Já começamos a pensar em outros lugares pra dormir e lembramos que o corpo de bombeiros é parceiro do cicloturismo. Ao chegarmos, adivinha, só??????? Simmm, fechado. Nenhuma alma pra nos receber. Aí já começou a bater um desânimo. Pensei: puts, vamos ter que dormir na rua mesmo. Sujos, imundos, depois de tomar chuva…. Foi quando lembramos que o dono do restaurante disse que o padre costumava dar abrigo para ciclistas quando o hotel ficava cheio. Fiquei mais animada e fomos até a igreja, a casa do padre era ao lado e imennnnsaaa. Não pediríamos pra dormir na casa e sim no gramado, só pra não ficar na rua. Pois bem, falamos com o padre e ele disse que não poderia nos receber. Putssss, naquela hora quase cometi uma heresia, mas me contive, refleti e vi que ele não tinha obrigação nenhuma de nos dar pouso. Afinal, éramos estranhos e estávamos sujos, fedidos e tudo mais, hehe. Mas o que me irritou mesmo foi quando ele disse pra gente pedalar mais uns 20 km que TALVEZ teria um hotel mais a frente. Nossa, aquilo me deixou tão brava, mas tão brava que olhei para o Gabriel cheia de raiva e disse: Vamos pra Ilhota, lá tem hotel que nos receba. O sorriso do Gabriel foi mágico nessa hora. Assim, sem a hospedagem do padre, porém com a sua benção (hahhahahah) seguimos viagem. Eu já estava exausta, mas pedalei como nunca!!!! fiquei impressionada comigo mesma, em como fui capaz de transformar a raiva que senti daquele momento em energia pra chegar ao destino que deveria ser o do dia seguinte. Só fiquei triste porque queria muito conhecer os alambiques da cidades. Enfim, fica pra próxima. [/box]

ANA ISABEL GALEANO MYSCZAK, formada em História, É estudante de Direito, servidora pública municipal e gosta de viajar com suas próprias forças. Vive em Foz do Iguaçu, Pr.
GABRIEL MYSCZAK é formado em Letras e professor de Inglês. Ja conheceu mais de 100 cidades, no Brasil e na América Latina, viajando de bike.

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