Bem engendrado

União entre universidade, escola e comunidade “constrói” impressoras 3D para educação pública

Agentes ligados ao ensino em Foz do Iguaçu uniram-se para viabilizar e construir impressoras 3D, por meio de universitários do curso de Ciência da Computação da Unioeste, e compartilhar o conhecimento com alunos do ensino médio da rede estadual. (Foto: divulgação)

Uma educação pública de qualidade e gratuita para todos. Com esse pensamento, agentes ligados ao ensino em Foz do Iguaçu uniram-se para viabilizar e construir impressoras 3D, por meio de universitários do curso de Ciência da Computação da Unioeste, e compartilhar o conhecimento com alunos do ensino médio da rede estadual.

Essa história teve o seu mais recente capítulo escrito no Laboratório de Computação Gráfica, no bloco 5 do Parque Tecnológico Itaipu. Nele ocorreu o primeiro encontro de professores e estudantes do curso de Ciência da Computação, professores do Colégio Estadual Professor Flavio Warken e o empresário que aportou o recurso para a compra das peças.

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Professor de Ciência da Computação, Claudio Roberto Marquetto Mauricio lembrou que a ideia ganhou corpo a partir do momento em que o empresário José Elias Castro Gomes soube da proposta e decidiu financiar a construção das impressoras 3D. Em seguida, o corpo docente ampliou o projeto, com a parceria que tem levado o “Ensino de Programação nas Escolas – Despertando Novos Talentos”.

Durante o encontro, os acadêmicos Camila Marques Rodriguez, Andressa Donadel Pereira, Joana Pacheco Rolim, Leonardo de Jesus Queiroz e Natã Rafael Cruz de Jesus revelaram a importância de colocar em prática o conhecimento adquirido em sala de aula e dividir o aprendizado com jovens da escola da Vila C – mesmo colégio, aliás, onde parte deles fez o ensino médio.

“A ideia surgiu de fazer impressoras de baixo custo. É notável a diferença que faz o uso da tecnologia na área da educação”, contou Leonardo – um dos idealizadores da ação. “É uma coisa nova, é uma coisa tecnológica. As crianças queriam tocar, brincar, descobrir coisas novas. Ter impressoras nas escolas motivaria mais as crianças a estudarem”, completou Camila.

Tal sentimento vai ao encontro da alegria da coordenadora do curso de Ciência da Computação, Eliane Nascimento Pereira. “É um sentido de retribuir para a escola”, afirmou. Também professora de Ciência da Computação, Fabiana Peres lembrou a caminhada percorrida há cerca de um ano entre o surgimento da ideia e a construção efetiva das impressoras. Os equipamentos são resultado de quatro encontros, resumiu.

Para além da inovação e tecnologia, o empresário José Elias Castro Gomes ressalta a importância da universidade pública e gratuita. “Tem boas ideias, bons talentos, mas falta recurso”, disse. Contudo, mais importante do que o recurso, ponderou, é o envolvimento das pessoas, da comunidade em geral, com a defesa do ensino de qualidade e universal.

A professora Maria da Mata agradeceu o apoio de todos, considerado fundamental para amenizar os problemas sociais e econômicos e falta de estrutura da comunidade escolar. “É necessário socializar o conhecimento com a comunidade, para que seja universal”, frisou a educadora do Colégio Flavio Warken, sonhando que o projeto possa alcançar outros estabelecimentos públicos de ensino.

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H2Foz / Alexandre Palmar

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