Boal, presente!

  –  Augusto Boal nasceu num 16 de março. Em 1931, mais exatamente.  Morreu em 2009. Seu ideário artístico, no entanto, permanece como ferramenta de ações de cidadania, política e transformação social.  Aqui, reproduzimos frases emblemáticas do teatrólogo militante.
Também indicamos a leitura do texto “Teatro do Oprimido –  A revolução de dentro para fora”, de autoria de Alberto Coutinho, publicado na “Obvius”

Augusto Boal:

“O teatro foi a primeira invenção humana.”

“No teatro, tudo é verdade. Até a mentira.”

“A teatralidade é essencialmente humana. Todo mundo tem dentro de si o ator e o espectador. Representar num ‘espaço estético’, seja na rua ou no palco, dá maior capacidade de auto-observação. Por isso é político e terapêutico.”

“O comportamento ritualizado é o comportamento morto: o homem não cria, apenas desempenha um papel sem criatividade. O conjunto de papéis desempenhado por cada indivíduo na sociedade cria nele uma “máscara”. Muito dos rituais são abstratos. A hierarquia militar, por exemplo, é um conjunto de rituais determinados por leis abstratas”.

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LEIA TAMBÉM:
“Teatro do Oprimido –  A revolução de dentro para fora”
(*) Alberto Coutinho

Através do Teatro do Oprimido, Augusto Boal nos convida a assumir o controle de nosso destino para nos tornar agentes de uma transformação mais ampla. Seu legado continua atual e necessário nos dias de hoje, quando vemos professores apanhando da polícia e leis limitadoras do direito de manifestação serem votadas no Congresso Nacional.

Podemos definir Augusto Boal (1931-2009) de diversas maneiras e entre tantos títulos podemos chama-o também de autêntico revolucionário sem armas. Com sua técnica de Teatro do Oprimido, ele redefine e amplia o significado da palavra liberdade. Teatro do Oprimido são técnicas de teatro elaboradas por Boal com base no legado de Constantin Stanislavski, para promover uma maior liberdade de pensamento através da desmistificação dessa arte. Sendo a linguagem teatral inerente ao ser humano, tal conhecimento provoca uma verdadeira revolução em nossos horizontes de comunicação. Ao desbloquear os canais de compreensão de nós mesmos e do mundo, transforma-nos em pessoas mais criticas e atuantes ao invés de seres passivos, feito espectadores que pagam caro para esperar por um final que nos é imposto sem a mínima chance de interferir para mudar.

“O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam.” (Augusto Boal)

Porem, nem sempre foi assim. Em suas origens, a arte teatral era livre manifestação democrática do povo. Ao longo de sua trajetória, a sua origem popular foi sendo usurpada e sua manifestação, antes livre, foi elitizada e os participantes divididos entre os ativos (classe dominante ou aristocracia) que proclamavam as verdades absolutas de um nível superior (palco) que deveriam ser aceitas pela parte passiva (proletariado, pobres ou classe trabalhadora) também conhecida como espectadores. (…)

CLIQUE AQUI E LEIA A OPINIÃO DE ALBERTO COUTINHO EM SUA ÍNTEGRA

CLIQUE AQUI E LEIA “ACABOU A CENSURA”, UM CONTO DE AUGUSTO BOAL

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(*)Alberto Coutinho, colaborador do site Obvius

 
 
 

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