Braços dados, braços cruzados

  –  Os trabalhadores perderam a paciência. É greve!  –

Idosa se manifestando em ato contra a quebra dos direitos dos trabalhadores. (Imagem de arquivo)

 
Em meio a uma das piores crises econômicas e sociais dos últimos tempos, que elevou o número de desempregados para quase 13 milhões de pessoas, o Governo Michel Temer impõe à sociedade brasileira mudanças estruturais sem qualquer debate. Creditando o poder de decisão a um Congresso Nacional enredado em corrupção e sem qualquer credibilidade junto à população, Temer, do alto de sua popularidade de 4%, enquadra a base  partidária por reformas.
Com as reformas da Previdência e da legislação trabalhista, o governo quer transferir aos trabalhadores o custo da crise. Se for aprovado, o novo sistema previdenciário vai exigir mais tempo de trabalho e mais contribuição para a aposentadoria, além de acabar ou reduzir vários benefícios. A reforma trabalhista institui o negociado sobre o legislado, mediação em que o trabalhador não tem a menor chance de sair ganhando.
A quem interessam as reformas?, pergunta-se. Basta verificar quem celebra as mudanças para perceber a quem elas servem. Grandes industriais, banqueiros, latifundiários e os proprietários dos meios de comunicação clamam pela revisão da legislação como fator de vida ou morte da nação. Pela regra fundadora do capitalismo, se os donos dos meios de produção lucram, os trabalhadores, que só têm a força de trabalho para entregar, saem perdendo.
Não é tempo de calar. Nesta sexta-feira, 28, os trabalhadores, movimentos sociais e populares saem às ruas de todo o país para dizer não às reformas de Temer e de seu Congresso Nacional. Em Foz do Iguaçu, o movimento concentra-se no Zoológico Bosque Guarani, a partir das 08 horas. Pelo menos 16 categorias profissionais anunciaram paralisação das atividades e várias outras suspendem temporariamente os serviços. É tempo de parar.
Paralisação de atividades e serviços em Foz do Iguaçu na Greve Geral:
– Trabalhadores dos Correios
– Educadores da rede estadual
– Educadores da rede municipal (escolas e CMEIs)
– Professores, técnicos e agentes universitários da Unila, Unioeste e IFPR
– Servidores municipais (todos os setores da Prefeitura)
– Eletricitários e engenheiros da Itaipu Binacional
– Eletricitários da Copel
– Trabalhadores do transporte coletivo
– Agentes penitenciários
– Servidores do Poder Judiciário
– Agentes públicos do INSS
– Policiais rodoviários federais
– Policiais federais
Clique aqui para ler o poema “Quando os trabalhadores perderem a paciência”
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Guatá / Paulo Bogler

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