Cãoterapia em Foz

Carinho animal que ajuda pessoas. Com 50 voluntários e cãoterapeutas, Dr. Patinhas realiza terapias de graça a pacientes no Hospital Municipal, no Lar dos Velhinhos e em outras instituições.

Voluntárias e caõterapeutas em mais um “plantão (Foto: divulgação)

A interação entre seres humanos e animais com o objetivo terapêutico é antiga. Atualmente, as técnicas modernas da Terapia Assistida por Animais (TAA) ganham cada vez mais espaço no apoio a pessoas em tratamento médico ou psicológico, ou entre àquelas que necessitam de um pouco de afeto e atenção.

Essa é a proposta dos voluntários do Dr. Patinhas, projeto criado em Foz do Iguaçu há cerca de cinco anos e que está tornando-se uma ONG, com a constituição formal da ideia. A psicóloga e coordenadora da iniciativa, Amanda Braz Ramirez, e a voluntária Mirella Valentina falaram sobre esse trabalho no programa Marco Zero, do H2FOZ e Rádio Clube FM.

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O grupo realiza terapias gratuitas semanais a pacientes do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, aos idosos do Lar do Velhinhos e às mulheres atendidas no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). O espaço SER recebe visitas mensais.

“É uma terapia que utiliza os animais como ferramenta, modelo ou reforço. É uma terapia para pessoas que utiliza o contato humano com o animal”, explica Amanda. Hoje, o projeto Dr. Patinhas usa apenas cães em seus procedimentos.

A coordenadora da ação conta que ela resolveu criar o Dr. Patinha depois que duas gatinhas que adotou a ajudaram a superar suas dificuldades. “Eu passava por problemas familiares; foi quando duas gatinhas que adotei me ajudaram. Essa interação modificou toda a estrutura familiar e auxiliou em minha própria terapia. Então decidi pesquisar mais sobre o tema”, rememora.

Núcleo de voluntários do projeto Dr. Patinhas (Foto: facebook Dr. Patinhas)

A voluntária Mirella Valentina também decidiu entrar para o projeto a partir de uma experiência em que uma familiar sua foi ajudada pelo contato com animal. “Sempre fui apaixonada por animais. Conheci o projeto nas redes sociais e resolvi levar minha cachorra, Petúnia, muito dócil, simpática. Fizemos teste e entramos no projeto”, relata.

O candidato a cãoterapeuta passa por avaliação completa, tanto de seu perfil temperamental quanto de saúde. Ainda é analisado o seu histórico. Se passar na avaliação, o cão recebe um período de adestramento, que é realizado em local aberto para que ele seja testado em meio a todos os estímulos do ambiente social. Só depois do treinamento ele é empregado nas visitas para terapia.

Hoje, o Dr. Patinhas conta com 50 voluntários, além dos cães terapeutas. As pessoas podem ainda realizar atividades voluntárias no projeto sem ter cachorros.

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Paulo Bogler