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Coquetel de beijos, poema de Altamiro Dias

Poema publicado na edição 3 da revista Escrita

O beijo é um produto que vem do amor,
De tanto beijar, tornei-me, doutor.

O beijo importado, foi ela quem trouxe
Tinha sabor de mel!
Ah! Que beijinho doce!

São tantos os beijos, que é uma coisa louca
Mas o verdadeiro…
É o beijo na boca!

O beijo de língua, tem mais sensação,
Dá tremor no corpo e acelera o coração.

O beijo molhado é de pouca graça,
Com tão pouco tempo…
O efeito já passa.

O beijo a seco, não há cão que aguenta
Quanto mais demorado, é que o corpo esquenta.

Existe tanta coisa com relação ao beijo
Sendo que o mesmo é instrumento de desejo.

O beijo é magia, é também eloquente
É uma coisa que mexe
Com o interior da gente.

Feliz foi o Adão, que ultrapassou o desejo
Comeu a maçã, antes mesmo do beijo.

Existe também, em momentos de festa,
O mais respeitoso…
O beijo na testa.

O beijo é banal, mas não é fantasia,
Tem o verdadeiro e tem o de cortesia.

O beijo é bom, bem temperado
Que seja bem quente
E apimentado.

E quem disser o contrário
É que nunca experimentou
E eu vou parar por aqui
Porque a tinta acabou.

 

Altamiro Manoel Dias, 84 anos, aposentado. Foi radialista e à època da publicação da revista, em 2016, era agente cultural no bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, Pr.

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