Desnudar-se

Um poema de Mayara Brecher *

 

De tanto desnudar-me,
Não de corpo, – pois desse já nasci –
E querer morrer em pele crua,
Sinto profundo, cada camada.

Das entranhas à fronteira,
Onde me encontro
não há mais barreira.

Onde tudo é puro e a visão é clara,
Todo medo que desafia
já não me para.

Me movimento em espirais,
Me expandindo e me expondo.
Desnudo-me, com prazer, ao infinito!

(*) Mayara Brecher é fisioterapeuta e professora de ioga em Foz do Iguaçu, PR. Texto publicado originalmente na revista escrita, nº36