Dia de HQs

30 de janeiro é a data celebrada como o Dia do Quadrinho Nacional. Saiba por quê.

As histórias em quadrinhos começaram a aparecer no Brasil no século XIX. Mas antes de se apresentarem em tiras, assumiam forma de charges e caricaturas. No dia 30 de janeiro de 1869, o cartunista Angelo Agostini publicou a primeira história em quadrinhos brasileira, As aventuras de Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte. E, a partir de 1984,
a data passou a celebrar o Dia do Quadrinho Nacional.
.

Dia do Quadrinho Nacional,
uma carta de amor às HQs brasileiras

Um ensaio de Claudio Yuge publicado em Canal Tech

Desde que Angelo Agostini publicou, no dia 30 de janeiro de 1869, uma curta história chamada de As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, nada mais foi a mesma coisa na cultura brasileira. A narrativa surpreendeu a sociedade da época porque trouxe críticas sociais de uma forma simples e divertida. As sequências de imagens e o texto literário formavam, pela primeira vez no Brasil, uma linguagem que sugere movimentos, empresta aromas e nos permite ouvir belas canções com os olhos. É por isso que nesta quinta-feira (30) comemoramos o Dia do Quadrinho Nacional.

Bem, voltando a Nhô Quim, aquela história era um passo adiante na união das palavras e ilustrações — algo que vinha acontecendo no mundo todo no final do século XIX. Em 1837, já tínhamos as primeiras charges registradas em solo tupiniquim, no periódico carioca Jornal do Commercio.

Em 1964, um jovem e talentoso desenhista italiano desembarcava em São Paulo para criar o primeiro jornal ilustrado da capital paulistana. Ângelo Agostini, sempre provocador, já mostrava a que vinha, atacando o clero e as elites escravocratas locais. Alguns anos depois, ao chegar no Rio de Janeiro com certa fama de “agitador”, encontrou então uma forma de amenizar o tom e ainda assim criticar a sociedade.

As tramas envolviam um caipira que se muda para a Cidade Maravilhosa e fica chocado com uma civilização urbanizada e elitizada, que não consegue mais lidar com a simplicidade do homem do campo. Essa forma mais branda de propor reflexão agradou todas as classes, principalmente porque as histórias tinham muito humor e faziam com que pobres e ricos se unissem para rirem um pouco de si mesmos.

É por isso que Ângelo Agostini tem um troféu com seu próprio nome por aqui e no dia 30 de janeiro comemoramos o Dia do Quadrinho Nacional. Aliás, sabem quem estabeleceu esta data? É sobre isso que falamos abaixo.

Os quadrinhos brasileiros modernos

Depois de passar o início do século se desenvolvendo com variações em sua forma, em revistas como O Tico Tico e O Gibi, em 1942 surgia um personagem que se tornou um ícone nacional: o Amigo da Onça, aquele sujeito garboso e malandrão que dava as caras nas páginas de O Cruzeiro. Depois dos anos 50, tivemos um boom de publicações que já se espelhavam em sucessos de outros países.

Foi nessa época que a Editora Abril começou a lançar seus famosos “formatinhos”, que, no Brasil, ganhou fama por colecionar várias histórias em muitas páginas de impressão razoável e preços baixos. Os “catecismos” de Carlos Zéfiro também faziam a festa dos adolescentes. Já nos anos 70, começamos a receber tramas de super-heróis e da Disney.

Clique aqui e leia na íntegra o ensaio de Claudio Yuge, em Canal Tech

____________________________
Com EBC e Canal Tech