Dia do Choro, dia de Pixinguinha

23 de abril, data de nascimento do músico brasileiro, é considerado o Dia do Choro.

 

Os Oito Batutas: Pixinguinha (flauta), China (violão), Nelson Alves, Donga (violão), não identificado, João Pernambuco (violão), Jacob Palmieri e não identificado (MIS_SCabral_103236 / Acervo Sérgio Cabral / MIS-RJ)

Há quase 200 anos, em meados do século XIX, um som ecoava nas biroscas, esquinas e becos da zona portuária do Rio de Janeiro. Um som que trazia criatividade e improviso. Lá, onde era o palco da boemia, também foi o berço da primeira música urbana genuinamente brasileira: o choro.

Com um estilo diferente de interpretar gêneros europeus, como por exemplo, a polca, a quadrilha e a valsa, e uma mistura do ritmo africano Iundu, nasceu o choro, que tem como precursores grandes nomes como Joaquim Calado, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.

Mas um garoto, carinhosamente apelidado por sua avó de “Pinzindim”, foi o responsável por consolidar esse gênero musical. Pinzindim, que em um dialeto africano significa “menino bom”, aprendeu a tocar flauta muito pequeno em sua própria casa e aos 14 anos já era músico profissional. Ele é o compositor de uma das canções mais conhecidas de todo o Brasil: “Carinhoso”.

Para lembrar a data do choro, reproduzimos apresentação do grupo iguaçuense Chorando em Guarani, interpretando Espinha de De Bacalhau”, composto por Severino Araújo, em 1930. A gravação foi realizada em 2018, com a seguinte formação: Flauta – Fabio Dell Antonio Taveira Violão – Jaime ( Pingo) Cavaco – Anderson( Macarrão) Bateria – Amauri

A história da data

No ano 2000, o dia 23 de abril, data de nascimento de Pixinguinha, virou oficialmente o Dia Nacional do Choro. Pouca gente sabe, mas foi o bandolinista Hamilton de Holanda, fã do músico, que, um ano antes sugeriu ao senador Artur da Távola que fizesse o projeto de lei pedindo a institucionalização da data. A partir da ideia do instrumentista nasceu o Dia Nacional do Choro. Para conhecer um pouco mais de Pixinguinha, basta entrar no site do Instituto Moreira Salles e conferir o acervo do músico, cujo arquivo pessoal está sob a guarda do IMS desde 2000, por acordo com a família.

Por EBC

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