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Dia do Livro, comemorar o quê?

  –  Para cumprir meta em 2020, Brasil precisa de 81 novas bibliotecas por dia  –


 

Sempre imaginei o paraíso como um tipo de biblioteca” (Jorge Luiz Borges)

O Brasil celebra oficialmente o Dia Nacional do Livro em 29 de outubro. A efeméride homenageia a Biblioteca Nacional, criada em 1810 e considerada um dos 10 maiores equipamentos nacionais de livro e leitura do mundo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
No Brasil, uma distância abissal separa a retórica oficial e as efetivas políticas públicas para o livro, a biblioteca e a leitura, elementos reverenciados por agentes públicos e governos de todas as esferas. Os índices não mentem: 44% da população simplesmente não lê, diz a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, de 2016, feita pelo Instituto Pró-Livro.
Há outros indicadores que evidenciam a ineficiência da ação governamental dentro da meta que prevê a construção de uma nação de leitores. Para cumprir a lei que determina que todas as escolas brasileiras tenham uma biblioteca até 2020, seria necessária a construção de 80 equipamentos por dia, conforme o levantamento do Movimento Todos pela Educação.
A lei n° 12.244 entrou em vigência em 2010, com a nobre intenção de promover a universalização das bibliotecas nos estabelecimentos de ensino do país. Em seus lacônicos quatro parágrafos e um artigo, a legislação assevera: “Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado”.
Clique para consultar a lei
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12244.htm
 
No quintal de casa
Enquanto a legislação nacional impõe a construção de espaços, em Foz do Iguaçu a Biblioteca Cidadã Paulo Freire está abandonada, entregue ao vandalismo e à destruição. Quando foi inaugurada em 2007 pelo Governo do Estado e repassada à Fundação Cultural, reunia 2 mil livros e um telecentro com computadores conectados à internet.
O equipamento de leitura está situado na Vila “C”, na área Norte, uma das mais populosas do município, local em que vivem ex-barrageiros que trabalharam na construção da hidrelétrica de Itaipu. Recentemente, o bairro passou a receber um grande número de estudantes da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana).
A deterioração da Biblioteca Cidadã Paulo Freire é completa. O acervo de livros está sendo destruído, os vidros das janelas, o telhado e as portas estão quebrados e o matagal toma conta do ambiente. No final de 2014, o espaço foi fechado oficialmente. A direção da Fundação Cultural chegou a anunciar, em 2015, que estudava a retomada dos serviços da biblioteca.
Clique aqui para ler “Medio pan y un libro”, de Garcia Lorca
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Guatá/Paulo Bogler

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