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Documentário “De Olhos Abertos” tem sessão on-line no sábado (19)

Cineasta francesa lança documentário sobre jornal feito pela população de rua no Brasil.

Documentário “De Olhos Abertos”, da cineasta francesa Charlotte Dafol, conta a história de um jornal feito e vendido por pessoas em situação de rua © Divulgação
Da página RFI / Texto de Cristiane Capuchinho

Um jornal pautado, escrito e vendido por pessoas em situação de rua em Porto Alegre. O Boca de Rua atraiu a cineasta francesa Charlottte Dafol há mais de dez anos pelo seu projeto de ser uma fonte de renda e uma ferramenta de denúncia e de organização social dessa população. Agora, a história do jornal e, sobretudo, de seus realizadores, está retratada no documentário “De Olhos Abertos”, lançado virtualmente nesta semana.

Para contornar a pandemia, Charlotte Dafol decidiu fazer sessões on-line de lançamento. O filme foi apresentado na quarta-feira (16) e terá nova sessão no sábado (19), das 19h às 0h (horário de Brasília). Os ingressos estão à venda no site do filme e custam entre R$ 10 e R$ 70. A variação do valor está ligada ao tipo de ingresso: Inteira, Meia, Padrinho, Apoiador.

O filme

“Quando os integrantes do Boca se reúnem, eles formam uma roda. Ninguém fica na frente ou atrás de ninguém. Todos podem se olhar nos olhos da mesma distância.” O começo do filme é a autodescrição dos membros do jornal publicado em um de seus editoriais. A partir daí, serão duas horas em que os autores e vendedores do Boca terão as câmeras para contar a vida levada em Porto Alegre a partir da rua.

Há amores e amizades, fome e doenças, há festas e nostalgia, estupros e violência policial. Narrativas costuradas cuidadosamente para apresentar a complexidade da situação e também a subjetividade e a riqueza dos personagens.

“Sabia desde o início que eu queria a voz deles [como condutor do filme], não queria outra pessoa contando essas histórias”, conta Charlotte em entrevista à página RFI. Com a proximidade adquirida ao longo de anos de colaboração com o projeto, a cineasta conseguiu capturar depoimentos fortes.

O trabalho solitário com a câmera acompanhando o cotidiano dos personagens em diferentes momentos ampliou a intimidade e criou momentos de delicadeza. “Algumas histórias que saíram no momento das conversas eu não sabia, e esses foram os depoimentos mais legais.”

Desde março de 2020, quando ficou pronto, o documentário “De Olhos Abertos” participou de oito festivais internacionais e foi o vencedor como melhor documentário no festival Inffinito de cinema brasileiro, apresentado em Nova York e Miami.

 

 

Por RFI

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