Equação de primeiro grau

  –  Uma realidade ainda mais amarga dentro do quadro geral sobre mulheres e tecnologia  –

Cena do filme “Estrelas além do tempo”. (Foto: reprodução)

Estudos feitos pelo por um grupo de estudos de gênero paulista, mostra que em 121 anos de existência da faculdade de Engenharia da USP, maior universidade brasileira, apenas dez mulheres negras haviam se formado até o início de 2017. Os números foram colhidos pelo coletivo Poligen, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
Se falarmos de remuneração, então os indicadores da injustiça se potencializam ainda mais. De acordo com dados de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2016, as mulheres negras ganham um salário 40% mais baixo que o de homens brancos. Conforme a pesquisa Mulheres e Trabalho: Breve Análise do Período 2004-2014, apesar de pequeníssima modificação positiva na estatística, esse contingente é o que recebe os menores salários no país.
Pesquisa – Em março de 2017, a Olabi, um organismo que centraliza suas ações no desenvolvimento da criatividae e na capacitação tecnológica como instrumento de inclusão social lançou o PretaLab. Idealizada por mulheres negras, trata-se de uma pesquisa e levantamento de dados como o objetivo de quantificar a participação de negras e indígenas nos campos da tecnologia. Tal proposta sustenta que a reunião de dados dará mais força para se reforçar a reivindicação por políticas públicas de inclusão de gênero e racial, em especial na área do conhecimento científico e das novas tecnologias.
O que se pode ver a grosso modo, é que  em geral a participação de mulheres em cargos relacionados à tecnologia está longe do ideal. Conforme levantamento feito pelo Ministério da Educação em 2013, apenas 15,53% dos ingressantes em cursos relacionados a computação e tecnologia eram mulheres. Adicione-se a isso as barreiras que negras e indígenas enfrentam e os números serão ainda mais amargos.
Globalmente, o problema é similar: estudo realizado pela revista Harvard Business Review indica que as mulheres compõem 41% dos empregos ligados a tecnologia e ciência nos Estados Unidos. No entanto, 52% delas abandonam a área — o ambiente machista é um dos principais fatores que as levam a desistir de seus empregos.
Para acessar o site do Pretalab, clique aqui.
Para ver números sobre mulheres e tecnologia no Brasil, clique aqui
 
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Fonte: Galileu

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