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Festival Techaga’u, ñepytyvõ une cultura paraguaia e solidariedade

Evento transmitido em live neste domingo na entrada da noite. Ação de estudantes do Paraguai na Unila arrecadará donativos.

Techaga’u, ñepytyvõ: saudade, solidariedade. Esse é o tema do Festival Cultural Paraguaio que acontecerá ao entardecer deste domingo, 17, com transmissão ao vivo pela internet. O encontro reunirá canto, dança, música, poesia (veja a programação abaixo) e pessoas dispostas a ajudar quem precisa. E crítica social.

Assista, aqui: https://www.facebook.com/Colectivo-de-paraguayxs-UNILA-101355947896573/

 

Explica-se. Além de 11 apresentações artísticas, serão angariados alimentos, roupas e recursos para auxiliar estudantes paraguaios da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) que enfrentam dificuldades. O dinheiro é arrecadado por depósito bancário.

A crítica fica por conta do questionamento que vem sendo feito pelo Coletivo de Paraguaios da Unila – organizadores do festival – ao Estado paraguaio pela forma com que trata seus compatriotas em ingresso no país vizinho pela Ponte Internacional da Amizade. Para o colegiado, o governo age com “improvisação” e “incapacidade”.

O coletivo informou que acompanha, solidariamente, cerca de 80 estudantes paraguaios que moram em Foz do Iguaçu. A Unila conta com quase 500 universitários do Paraguai, sendo 467 deles em cursos de graduação e 27 na pós-graduação.

Desses 80 estudantes, cerca de 50 não têm nenhum tipo de bolsa, relataram os integrantes do Coletivo de Paraguaios da Unila. “Acreditamos que isso se deve ao fato de que grande parte da população paraguaia é composta por trabalhadores informais e autônomos”, apontaram.

“O que significa que, diante da situação pandêmica, a maioria não está trabalhando, impossibilitando a obtenção de dinheiro para a família e, consequentemente, o envio deste para os familiares que se encontram na condição de estudantes em Foz do Iguaçu”, explicaram.

Arte, solidariedade e saudade

O Festival Cultural Paraguayo Techaga’u ha Ñepytyvõ foi concebido, conforme seus organizadores, em sintonia com os feriados da Independência e Dia das Mães no Paraguai, nessa quinta-feira e sexta-feira (14 e 15). “São datas muito importantes para os paraguaios, especialmente para os jovens estudantes que estão agora longe da família”, frisou o coletivo estudantil.

A evento é produzido por Alba Salinas, Melinna Medina, Laura Acuña, Rocio Gonzalez e Gustavo Gamarra. Eles dizem que também pretendem, com o festival, mostrar o trabalho organizativo do coletivo junto à comunidade paraguaia da Unila, especialmente entre os estudantes dos setores populares.

“A ideia é organizar outras edições como esta no futuro, bem como continuar realizando debates de análise da conjuntura paraguaia com distintos setores sociais, como já viemos fazendo”, informaram os mobilizadores do Coletivo de Paraguaios da Unila.

Para assistir

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Pelo horário do Brasil, o Festival Cultural Paraguayo terá início às 18h; no Paraguai, começará às 17h. O evento será transmitido somente pelo Facebook, em live pela página do coletivo de estudantes, em https://www.facebook.com/Colectivo-de-paraguayxs-UNILA-101355947896573/.

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Programação
Carlitos Bogado (canto) – 18h10
Alejandra Pintos (dança) – 18h25
Liz Martínez (instrumental) – 18h35
Rocío González (poesia) – 18h50
Orlando Martínez e Alex Cubilla (canto/instrumental) – 19h
Alma Monges (poesia) – 19h20
Lorena Gill (instrumental) – 19h30
Ariel Prieto (canto) – 19h45
Emanuel Villalba (poesia) – 20h
Arami Encina (poesia) – 20h10
Walter Franco (canto) – 20h20

Para colaborar – depósito em dinheiro (sem valor mínimo)
No Brasil
Banco do Brasil
Agência: 3270-0
Conta: 32663-1
Titular: Rocio Esther Gonzalez Farina

No Paraguai
Cuenta Banco Continental: 2556779004
Titural: Arami Celeste Encina Invernizzi

Para outras doações
Contato: +55 45 99947-3387 (Alba Salinas)

Sobre os realizadores
O Coletivo de Paraguaios da Unila atua há dois anos em diferentes demandas que os estudantes paraguaios apresentam dentro e fora da universidade. O colegiado visa a “fomentar o pensamento crítico e ações frente às problemáticas” no Paraguai e na América Latina.

Por Paulo Bogler