Fotografia é assim:

Aos olhos de Larissa Usanovich

Ela, adolescente, era de Foz do Iguaçu. Jogava vôlei na seleção municipal, surfava nas letras escrevendo para a revista da Guatá, gatinhava na linguagem da fotografia, discutia ideias no projeto Plugado da Casa do Teatro.
Era da cidade e já era do mundo, novinha de tudo que era.
Mudou para Floripa. Foi ver o que o mar tinha a contar para a sua ciência, amante que é da vida marinha. Seu senso de jogadora manteve a direção da cortada precisa. Faz Antropologia, pensa e age na rede a favor da educação na cidade catarinense.

Olhos mais maturados, Larissa mais ainda agora
se sente e se mostra do mundo.
Sua fotografia e seu texto, também.

“Nosso futuro tem medo e pede socorro.
Registro feito na manifestação contra os cortes da educação e contra a reforma da previdência no dia 13 de Agosto em Florianópolis.”
“Para que servem as grades mesmo?”

Larissa Usanovich: “Performance feita por Monique Cavalcanti (ou Gugie, que é seu nome artístico) na Exposição Festival de Esculturas Itinerantes, no CIC, em Florianópolis. Ela me convidou para registrar essa intervenção contando que, na gravidez, sentia-se como uma “artista-mãe, artista-escultura, artista-gestante” que estava esculpindo por dentro. “Com a dor de lapidar e o amor por descobrir. Faço de mim um atelier.”, nas palavras dela mesma.”

“Cotidiano fronteiriço.
Registro feito na Ponte da Amizade em Agosto deste ano (2019).”
“Registro feito na COMCAP, autarquia que recolhe e destina o lixo de Florianópolis. Essa foto é um lembrete: nós fazemos parte disso.”
“Entre toneladas de lixo e arte.
Registrando o destino de resíduos na Comcap, em Florianópolis.”
“Ser humano, século 21: uma festa de lixo.
Registro feito no Museu do lixo, na COMCAP, em Florianópolis.”
O artista fazendo música enquanto as pessoas passam:
“Nação já dizia: computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro.”

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Fotos e textos de Larissa Usanovich

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