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Futebol e cidadania na veia

Em um 4 de dezembro, o de 2011, o jogador de futebol, médico e ativista brasileiro Sócrates morreu em São Paulo aos 57 anos. Naquele dia, por coincidência, o Corinthians se tornava pentacampeão brasileiro.

 

 

Amplamente considerado como um dos maiores meio campistas de todos os tempos, marcou 22 gols para a seleção brasileira, sendo o capitão do time durante a Copa do Mundo de 1982. Enquanto jogava para o Corinthians, Sócrates ajudou a organizar a Democracia do Corinthians: um organismo através do qual os jogadores tomaram coletivamente o controle da gestão da equipe, e também representava um poderoso protesto contra a ditadura militar de direita que governava o Brasil. Posteriormente deu um ultimato ao regime, dizendo que iria jogar Itália se recusassem a realizar eleições. Eles não aprovaram uma proposta de alteração constitucional que garantia as eleições, então ela mudou para Fiorentina.

Quando chegou perguntou-lhe qual jogador italiano mais respeitado, Rivera ou Mazzola. Respondeu: ′′ Nunca ouvi falar deles. Estou aqui para ler Gramsci na língua original e estudar a história da classe trabalhadora italiana “. Antonio Gramsci foi um proeminente marxista italiano que morreu em cativeiro sob a ditadura de Mussolini.

Em uma de suas entrevistas emblemáticas, Sócrates profetizou: “Quero morrer num domingo, com o Corinthians se tornando campeão”. Naquele 4 de dezembro, nove anos atrás, o time do povo alcançou o seu penta campeonato nacional em um empate com o Palmeiras. Antes do saque inicial daquele jogo, os jogadores do Corinthians homenagearam o craque com a clássica celebração de Sócrates: um punho levantado.

Time do Corinthians presta homenagem a Socrátes antes do jogo em que se tornaria pentacampeão nacional no mesmo dia em que o craque morreu. (Fotos: arquivo timão)
Fonte: Historia de Clase Trabajadora

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