Histórias Mínimas

  –  Nesta quinta (5), Cineclube disseca mais um filme argentino no Sudacas  –

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Dentro do “Ciclo de Cinema”, numa proposta de se rever três filmes de diretores argentinos, o Cineclube Clandestino em parceria com o Sudacas Bar propõe ao público iguaçuense “Histórias Mínimas”, um drama assinado pelo diretor Carlos Sórin. A entrada é gratuita, e a sessão de debate está marcada para começar às 20 horas.
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Vida pequena –
Ganhador de vários prêmios argentinos e internacionais, “Histórias Mínimas” foi filmado em 2002, na Patagônia Argentina.  A película consiste em uma série de histórias narradas por vários personagens que cruzam sem perceber. Ao mesmo tempo, essas histórias concentram-se nas “pequenas coisas” da vida, que neste filme parecem ainda menores diante da imensa paisagem patagônica onde o enredo se passa.

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https://www.youtube.com/watch?v=ifJnZhNcdug

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Vários personagens percorrem as estradas da Patagônia : Don Justo é um comerciante aposentado, que recebe notícias da aparência de seu cachorro (o “Malacara”), que “saiu” há três anos. Sua idéia de recuperá-lo coloca seu relacionamento com seu filho à prova.
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Roberto é um comerciante que tem como presente um bolo em forma de bola de futebol para celebrar o aniversário do pequeno René, filho de um ex-cliente. Sua intenção é impressioná-la e tentar formar um parceiro com ela, mas ao longo do caminho ela começa a duvidar se René é homem ou mulher, e decide redecorá-la de maneira neutra.
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O terceiro personagem é María Flores, uma mulher humilde e de classe popular que acaba de receber uma mensagem para participar de um concurso de programas de TV.
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O Ciclo Argentino –
Conforme explica Maurício Ferreira, coordenador do Cineclube, a exibição dos três filmes argentinos escolhidos para a sequência de debates, trará ao público mais elementos para se entender a construção cinematográfica argentina dos anos 2000.
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“O cineclube Oficina Clandestina sempre exibiu filmes atuais, aqueles que não tem previsão de serem apresentados nos cinemas comerciais da região. No entanto, buscando uma programação que antecede as férias do primeiro semestre do ano, decidimos quebrar esse protocolo e apresentar filmes produzidos em anos anteriores. Na ocasião, escolhemos os filmes argentinos para valorizarmos a nossa cinematografia latino-Americana. E até porque as obras advindas dos realizadores “hermanos” é certamente a mais sofisticada dentre os nossos países vizinhos. Nada mal começar esse ciclo com esse “know-how”, quem sabe nos motive a fazer outros ciclos como esse”, justifica o cinéfilo.
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Todos os três filmes que serão exibidos marcaram presença em grandes festivais e despontou a anunciação tanto dos respectivos diretores quanto atores. “Plata Quemada”, por exemplo, o primeiro filme exibido, fez surgir o gigante ator Pablo Echerri, em 2000. “El hombre en el lado”, de 2009, que fechará o Ciclo no Sudacas no dia 12, consagrou a direção de Gastón Duprat.  No caso de Histórias Mínimas, a ser exibido na quinta-feira desta semana, é a obra prima do diretor Carlos Sorín.

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Guatá com Assessoria

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