Idosos aprendem robótica

Eles fazem parte do Grupo Bem Estar, da Vila C, e participaram de uma oficina sobre robótica no Parque Tecnológico Itaipu pra desenvolver braço mecânico para reciclagem.

A robótica é complicada, mas com bom professor e materiais conhecidos, tudo fica mais fácil. (Foto: Kiko Sierich)

Os idosos que integram o Grupo Bem Estar, do Conselho Comunitário da Vila C, têm um objetivo bem definido: desenvolver um braço mecânico de baixo custo para a separação de material reciclado. Para aprender, eles participaram de uma oficina sobre robótica no Parque Tecnológico Itaipu.

Robótica, pra maioria, é considerada um tema complexo. Entre os idosos, houve uma certa apreensão inicial, principalmente para aqueles que estão há anos longe da sala de aula ou não possuem muito contato com conceitos tecnológicos.

É o caso da D. Enedina Cardoso, de 57 anos, que cursou até a 8ª série e, mesmo com desconfiança, encarou o desafio. “Na nossa idade, acabamos deixando a aprendizagem de lado. Com as oficinas, percebemos que ainda temos potencial e muito tempo para novos conhecimentos”, destacou.

A desconfiança e o medinho inicial foram dando lugar ao trabalho, que isso eles sabem fazer. (Foto Kiko Sierich)

Para facilitar as dinâmicas, a equipe do Programa Educação utiliza princípios do ensino por investigação, no qual os alunos tornam-se protagonistas na procura por respostas aos questionamentos abordados pelos educadores.

Antes de colocar a “mão na massa”, foi preciso familiarizar os idosos sobre as tecnologias atuais que buscam soluções para problemáticas ambientais. Em seguida, puderam criar o braço mecânico com tecnologias bastante conhecidas pelos experientes alunos: papelão, cola, tesouras, seringas e o principal componente, muita disposição.

William Bogler diz que, com materiais recicláveis de baixo custo, tecnologia fica acessível. (Foto Kiko Sierich )

Segundo o assistente educacional William Bogler da Silva, a escolha por trabalhar com materiais reutilizáveis e de baixo custo aproxima os participantes da concepção da tecnologia acessível, uma vez que o entendimento sobre o tema acaba sendo relacionado à alta tecnologia.

“Enfatizamos que o ser humano é a peça mais importante deste cenário; que os avanços só acontecem porque tem uma mente humana por trás”, destacou William.

A iniciativa foi desenvolvida pelo Convênio “Educação Ambiental, Ciências e Sustentabilidade”, uma parceria da Itaipu Binacional com o Parque Tecnológico Itaipu, por meio do Programa Educação, e faz parte de uma série de workshops que estão sendo realizados mensalmente com o grupo.

O Grupo Bem Estar

Veja como vai surgindo um produto da robótica. (Foto Kiko Sierich)

O Grupo Bem Estar é formado por idosos que frequentam o Conselho Comunitário da Vila C, e, em parceria com a Unila, participam de atividades de orientação e incentivo à saúde.

A Divisão de Educação Ambiental da Itaipu Binacional, desde 2015, oferece ao grupo, uma vez por mês, oficinas de boas práticas e, desde o ano passado, em parceria com o Programa Educação do Parque Tecnológico Itaipu, trabalha temas como separação de resíduos, segurança hídrica e tecnologia.

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Assessoria PTI / Fotos Kiko Serich

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