Inclusão versus preconceito

  –  Evento em Foz discute a inclusão da pessoa com síndrome de Down  –

A data de 21 de março marca o Dia Internacional da Síndrome de Down. Em Foz do Iguaçu, o Grupo de Mães Unidas pela Trissomia 21, em parceria com a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), promove a Semana da Pessoa com Síndrome de Down, entre os dias 19 e 24, com programação de debates e palestras abertas para a população.
O objetivo é disseminar informações, refletir, discutir e fomentar ações para promover a inclusão de pessoas com síndrome de Down em todos os segmentos da sociedade. Inserção no mercado de trabalho e no ensino superior, educação inclusiva, violência contra pessoas com deficiências, interações sociais e familiares estão entre os temas abordados no evento.
Conforme Patrícia de Alboquerques Brizola, uma das organizadoras do encontro, uma das principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas com síndrome de Down é o processo de inclusão no ensino regular. Mesmo existindo legislação que garanta esse direito, o sistema educacional não reúne condições para assegurar o que está expresso em lei.

Clique na imagem para ler. Carta de uma professora portadora de Síndrome de Down responde a uma desembargadora de Justiça do Rio de Janeiro. A desembargadora postou em rede social comentário preconceituoso sobre a capacidade dos portadores da Síndrome em atuar como professores.

“A educação hoje, como está posta, não favorece o desenvolvimento das potencialidades dos indivíduos, tenham eles síndrome de Down ou não”, diz Patrícia. “Ela enaltece as dificuldades de aprendizagem sem que as mesmas sejam superadas através de adaptações curriculares, por exemplo”, ressalta.
Garantir direitos, respeitar as diferenças
Para Liege Margo Schmitt, que também integra a equipe organizadora do encontro, a programação alusiva ao dia internacional sobre o tema serve para dar visibilidade à pessoa com Down e, ainda, é um momento para mobilizar a sociedade a buscar avanços, formas para garantir direitos e respeito às diferenças.
“As atividades são importantes para se buscar avanços nas mais diversas áreas”, afirma Liege. “Isso é importante para que os sujeitos tenham não apenas seu direito assegurado por lei, mas que todos conheçam e compreendam a síndrome de Down e outras deficiências como parte da diversidade humana”, reflete.

Grupo de mães

O Grupo de Mães Unidas pela Trissomia 21 reúne 45 participantes que moram em Foz do Iguaçu, em cidades da região e também no Paraguai. São promovidas ações a partir das necessidades apontadas pelas próprias integrantes, abrangendo cursos, palestras, rodas de conversa e grupos de estudos. As integrantes trocam informações para que as pessoas conheçam e compreendam a síndrome de Down.

Clique para ver a programação completa do evento

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Paulo Bogler

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