30 de abril é dia de Jazz!

– Último dia do mês de abril é considerado o Dia Internacional do estilo musical que surgiu entre os afro americanos dos EUA –

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O Dia Internacional do Jazz é celebrado a 30 de abril desde 2012. A iniciativa foi tomada pela UNESCO para promover e destacar o papel do Jazz na união das pessoas e de suas culturas. É uma música sem preconceitos, livre, aberta a novas interpretações e novas contribuições. A comemoração tem como objetivo lembrar a importância deste gênero musical e o seu tributo na promoção de diferentes culturas e povos ao longo da história. O jazz está associado à luta pela liberdade.

30 de abril de 2020, o jazz e a pandemia:

Mesmo em tempos de pandemia, o dia consagrado ao jazz terá comemorações, ainda que online. Veja duas das atrações programadas no Brasil para você assistir em casa:

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FESTIVAL BB DE JAZZ E BLUES

Criado em 2015, o Festival BB Seguros de Jazz e Blues já reuniu mais de 500 mil pessoas ao longo desse tempo! A 6ª edição do evento deve acontecer presencialmente em oito capitais brasileiras assim que a pandemia de Coronavírus estiver controlada. E o melhor: serão shows incríveis e gratuitos!

Até lá o evento promoverá uma série de lives em suas redes sociais, começando com esta imperdível de Hamilton de Holanda, que esteve presente na primeira edição do festival.

“Assim vou lhe chamar, assim você vai ser / preta, preta, pretinha…” Quer lembrar desse e de outros grandes sucessos do compositor e cantor baiano Moraes Moreira? Então, você PRECISA assistir à live do bandolinista Hamilton de Holanda em aquecimento para a 6ª edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz.

Esse showzão online acontece no dia 30 de abril, às 20h, e é transmitido por meio do site do festival, do canal no YouTube e da fanpage no Facebook.

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INICIATIVA POTIGUAR

Por meio do instagram @festbossajazz, artistas nacionais e internacionais estarão reunidos através de lives numa iniciativa potiguar. A atividade tem caráter filantrópico também. Busca apoio para reforçar a luta contra o coronavírus no Rio Grande do Norte.

Ao todo serão dez apresentações e duas Home Sessions. Cada artista tocará meia hora e a primeira live começa às 16h, com a Família Pádua; em seguida o trio The Cinelli Brothers; o americano Mark Rapp, Marcos Viana, a cantora, atriz e dubladora Tarin Szpilman, Wanda Sá, Nuno Mindelis, Gilson Peranzzeta e João Senise, Indiana Nomma e Jaques e Paula Morelenbaum.  Já a Home sessions – encontros musicais pré-gravados entre vários participantes do festival e convidados, foi dividida em duas sessões. A primeira às 21h, e a outra às 21h30.

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RÁDIOS QUE VOCÊ PODE ESCUTAR

Além das duas programações, você ainda pode escutar jazz em várias rádios. Acesse, aqui, uma listagem bem interessante de opções.
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Foto: pixel

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Origem do Jazz

O jazz teve origem nos Estados Unidos da América, através da comunidade afro-americana no século XIX, tendo-se popularizado nas primeiras décadas do século XX. New Orleans  é reconhecida como a cidade onde nasceu o jazz. Acredita-se que a palavra jazz advém da gíria norte-americana. No video acima, apresentação de jazz em rua da cidade estadunidense.

Miles Davis, Chet Baker, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Nina Simone, John Coltrane, Louis Armstrong, Edward Ellington e Dizzy Gillespie são alguns dos grandes nomes do jazz originário dos EUA. Dali se alastrou pelo mundo atravessando limites a partir da criatividade, tendo como uma das marcas principais a improvisação.

Clique aqui para ler sobre aspectos importantes da história do Jazz

 

UNESCO – Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, em nota oficial  emitida em 2019, explicou a importância da data para a instituição que dirige:

“Este é um dia para homenagear o jazz e seu legado duradouro, assim como para reconhecer o poder que esse gênero musical tem para unir as pessoas. “O jazz tem suas raízes na luta por liberdade e na resistência contra a opressão. Esse gênero musical, com seus vários estilos, foi abraçado e integrado a inúmeras culturas, transformando-se em novas formas de expressão, ressoando infinitamente com a diversidade de canções e sons ao redor do mundo. A multiplicidade das formas por meio das quais o jazz foi costurado no tecido de culturas locais, nacionais e indígenas demonstra a sua eminência e a sua relevância. Ele falou, e continua a falar, para pessoas de todas as origens linguísticas, políticas e econômicas, ao seguir sua trajetória original de expressar a liberdade, a dignidade e os direitos humanos.”
(…)
“A mensagem pela liberdade está enraizada no coração desse gênero, que é definido pela improvisação. A habilidade de os músicos se reunirem e escutarem, tocarem e promoverem o intercâmbio artístico por meio dessa expressão de livre fluxo reflete o espírito dos movimentos de libertação em todo o mundo. Como diz com frequência o grande saxofonista Wayne Shorter: “No jazz, acontece como na vida: não é possível ensaiar o desconhecido”. O jazz destaca a beleza de se viver o momento, de ter coragem de correr riscos, não apenas individual, mas coletivamente, de explorar o indefinido, muitas vezes as águas escuras do que é possível ou mesmo inimaginável, por uma pessoa ou um grupo.”

Na programação oficial da Unesco, de 2018, a cidade anfitriã foi a cidade russa de São Petersburgo. Lá, no início dos anos 20, pouco depois da revolução havia derrubado o regime czarista, surgia o jazz russo.

Em São Petersburgo, estiveram reunidos artistas de toda a Rússia, da região e do mundo, com participações como a do Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Herbie Hancock, e do jazzista russo Igor Butman (no video acima).

Leia também:
– Jazz na URSS: os sons do subsolo lapidado a foice e martelo
– Jazz no Brasil: as primeiras jazz bands no processo de modernização nacional 
– O jazz no Brasil
– Conheça aspectos do jazz contemporâneo brasileiro

Fonte: Onu / CATRACA LIVRE / jornal do norte / RADIO NET

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