Língua e acolhimento

80 integrantes da comunidade árabe concluem curso de português da Unila. Capacitação faz parte de projeto de extensão, em atuação desde 2014, que trabalha com estrangeiros residentes em Foz do Iguaçu.

Capacitação faz parte de projeto de extensão, que trabalha com estrangeiros residentes em Foz (Foto: Francisco Paula Soares Maia)

O projeto de extensão “Português para estrangeiros em Foz do Iguaçu” realizou, no dia 12 de dezembro, a cerimônia de entrega dos certificados do curso, aos 80 concluintes do quarto módulo ofertado este ano. Em 2019, passaram pelo projeto 290 integrantes da comunidade árabe, que estudaram a língua e cultura do português brasileiro, nos quatro módulos ofertados.

Em 2019, passaram pelo projeto 290 integrantes da comunidade árabe. A coordenadora do projeto, professora Francisca Paula Soares Maia, explica que a procura dos membros da comunidade árabe se dá em razão de exigências para o processo de naturalização. “Antes, só o exame Celpe-Bras era aceito, mas houve mudanças, e cursos reconhecidos pelo MEC também são permitidos”, ressalta. A professora também destaca o período de realização do curso como um elemento importante.

“Antes do Ramadã e depois do Ashura, momentos de plena dedicação ao Islã, quando os árabes se veem mais possibilitados para frequentar as aulas e fazer as atividades de estudo requeridas pelo curso”, diz a docente.

Participaram da cerimônia de entrega de certificados, o vice-reitor da UNILA, professor Luis Evelio Garcia Acevedo; o Sheik Mohamad Khalil; o professor Gustavo Oliveira Vieira, ex-reitor da UNILA; a coordenadora do projeto, professora Francisca Paula Soares Maia; e os discentes da Universidade Yasmin Mubarak e André Acosta.

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O projeto

O projeto de extensão “Português para estrangeiros em Foz do Iguaçu: integração pela diversidade e interdisciplinaridade” está em atuação desde 2014, formando pessoas de diversas nacionalidades, como chineses, venezuelanos, haitianos, libaneses, turcos, sírios e palestinos. O projeto atende os cidadãos estrangeiros residentes em Foz do Iguaçu que têm a necessidade de acesso ao ensino formal da língua portuguesa, suprindo uma necessidade importante de uma cidade de fronteira, rica pela sua diversidade cultural.

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(Unila)