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Livre

  –  Um poema de Cruz e Sousa  –


.
Livre! Ser livre da matéria escrava,
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
.
Livre da humana, da terrestre bava
dos corações daninhos que regelam,
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.
.
Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.
.
Livre! para sentir a Natureza,
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.

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Cruz e Souza, poeta brasileiro (1861-1898). Negro, escreveu para jornais de Santa Catarina e Rio de Janeiro. É um dos precursores do movimento Simbolista na literatura brasileira.

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