"Menino 23" em Foz

  –  Cine Debate na Unila coloca o racismo e o trabaho escravo no Brasil em pauta. “Menino 23”, documentário que é baseado numa história dos anos 30, durante o Estado Novo. Entre os 50 meninos explorados na época, estava Argemiro dos Santos, atual morador de Foz do Iguaçu  –  

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Argemiro dos Santos, hoje com 92 anos, mora em Foz do Iguaçu. Na cidade ficou conhecido pelo seu amor à música e ao futebol. Ele foi um dos 50 meninos levados para trabalhar à força numa fazenda paulista, na década de 30 do século passado. (Foto: reprodução de ‘Menino 23″)

Na próxima quarta-feira, dia 30, a Unila realiza mais um Cine Debate. Desta vez, discutindo o documentário “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil”. Ele é baseado na dissertação de doutorado de Sidney Aguilar Filho e está em cartaz em seis capitais brasileiras. A sessão em Foz do Iguaçu será no campus da Unila, às 18h, e contará com a participação de Argemiro Santos, um dos entrevistados no filme.
 

 Uma revelação em sala de aula da existência de tijolos marcados com a suástica descortinou uma triste face da sociedade brasileira: uma fazenda no interior de São Paulo que manteve 50 crianças em regime de trabalho pesado, entre 1920 e 1930. A história é o tema central do documentário “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil”.Dirigido por Belisário França e baseado na dissertação de doutorado de Sidney Aguilar Filho, o filme acompanha as pesquisas do professor pelos rastros dessa história e ouve alguns sobreviventes como Aluizio Silva, o menino “23” do título, morto em 2015, aos 93 anos. Além dele, o filme registra o depoimento de Argemiro Santos, hoje com 92 anos, morador de Foz do Iguaçu.
Argemiro dos Santos, hoje aposentado da Marinha e com a saúde debilitada,  nunca havia revelado o assunto para sua família até ser procurado pelos produtores do filme.  O “Marujo’, apelido pelo qual Argemiro ficou conhecido pelos iguaçuenses, veio à cidade nos anos 50 para servir na Capitania dos Portos do Paraná, em Foz do Iguaçu. Desde então, seu nome foi sinônimo de amor à música e ao futebol da cidade.
(CLIQUE  E LEIA ENTREVISTA CONCEDIDA POR ARGEMIRO DOS SANTOS, O “MARUJO”, EM 1990)
_menino23-cartazSinopse – A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, cinquenta meninos negros e mulatos foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, passaram a ser identificados por números e foram submetidos ao trabalho escravo por uma família que fazia parte da elite política e econômica do país, e que não escodia sua simpatia pelo ideário nazista. Aos 83 anos, dois sobreviventes dessa tragédia brasileira, Aloísio Silva (o “menino 23”) e Argemiro Santos, assim como a família de José Alves de Almeida (o “Dois”), revelam suas histórias pela primeira vez.

Serviço:
CineDebate Unila  – “Menino 23: Infâncias perdidas no Brasil
Dia 30 de novembro, Horário: Das 18h às 22h – Sessão de Cinema e Debate. Participação de personagem do filme.
Na Unila – Campus Jardim Universitário –

Ficha Técnica: “Menino 23”
Diretor: Belisario Franca – Roteiro: Bianca Lenti, Belisario Franca – Música: Armand Amar
Direção de Fotografia: Thiago Lima, Mário FrancaFotografia: Thiago Lima, Mário Franca, Lula Cerri
Direção de Arte: Rogério Costa – Edição: Yan Motta – Som: Ivanildo Silva  – Produção: Maria carneiro da Cunha
Produção Executiva: Cláudia Lima – Coprodução: Globo Filmes, Giros, GloboNews – Distribuição: Elo Company


 
Guatá com Assessoria Câmara /Unila – Angela Souza 

 

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