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Músicos de Foz celebram o Dia Nacional do Choro com show on-line nesta sexta (23)

Live exalta a obra de Pixinguinha. Apresentação do grupo Chorando em Guarani terá a participação especial de Babel.

 

“São Pixinguinha”. Com essa reverência, os integrantes do grupo iguaçuense Chorando em Guarani apresentam a live em comemoração ao Dia Nacional do Choro, que será nesta sexta-feira, 23, às 20h. O show on-line e gratuito terá a participação especial do músico Babel.

ACESSE, AQUI:
A live poderá ser assistida em
https://www.facebook.com/events/289458289303020

 

A data coincide com o aniversário de Pixinguinha, artista que deu forma, personalidade e tom ao choro, gênero musical brasileiríssimo. Durante o evento, serão interpretados os grandes clássicos do músico e obras de outros autores relevantes na linguagem do choro e na cultura musical do país.

A homenagem ao choro e a Pixinguinha é organizada há quatro anos em Foz do Iguaçu, pelo Chorando em Guarani e parceiros. A primeira edição, em 2018, foi em praça pública. Agora, o evento precisou ser adaptado devido à pandemia de covid-19, restringindo a programação ao formato on-line.

“Vamos focar o repertório no Pixinguinha, mas tocaremos outros autores, inclusive algo mais moderno”, explica Fabio Del Antonio Taveira, integrante do Chorando em Guarani. “Apresentaremos uma cronologia, começando com Flor Amorosa, que é o primeiro choro, de 1870. Será uma retrospectiva do repertório clássico do choro”, completa.

De acordo com o músico e produtor cultural, a live será descontraída e interativa. Durante o espetáculo, serão contadas as histórias e curiosidades de cada música. Ao final, o músico Babel, de Foz do Iguaçu, irá cantar choros juntamente com o grupo Chorando em Guarani.

“Entre outras músicas, nosso convidado especial, o Babel, irá interpretar Yaô, uma das poucas gravações que sobraram em que o Pixinguinha canta”, relata Fabio. “Essa é uma composição especial, com uma influência muito forte da cultura afro, ligada à herança do candomblé e da música negra”, pontua.

Os organizadores da live alusiva ao Dia Nacional do Choro buscam celebrar a boa música com as pessoas que gostam de choro e, ao mesmo tempo, difundir esse gênero. “Muitas pessoas ouvem e gostam de choro, mas nem sempre vinculam as composições ao gênero”, avalia.

No princípio era o choro

Ao portal Guatá, Fabio Del Antonio Taveira explica que o choro é a base da música instrumental brasileira. “A partir dele, surgiram outros gêneros, como o frevo e o samba. O choro é o começo de uma música popular brasileira pela mão do Pixinguinha, que é um gênio. Não é à toa que o dia do choro é no dia do seu aniversário.”

Pixinguinha, prossegue Fabio, formatou e sistematizou o estilo musical. “Isso se deu por meio de polcas e do repertório que estava em voga na Paris do final do século 19”, rememora. “Esse acervo chegou ao Brasil e foi executado por uma série de músicos. Mas Pixinguinha deu toda essa rigidez de forma e harmônica que é a origem do choro”, descreve.

Pixinguinha: sobrenome choro

Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nasceu em 23 de abril de 1897. Flautista, saxofonista, compositor e arranjador, é considerado um dos maiores nomes da música popular brasileira, com inúmeros sucessos. Sua genialidade foi decisiva para dar forma ao choro. Pixinguinha iniciou sua trajetória na boêmia Lapa (RJ), em 1912. Morreu em 1973.


Guatá / Por Paulo Bogler

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