Nas tentativas de escrever a saudade

  – Um texto de Valentina Rocha Virgínio. Uma fotografia de Amanda Engel  –

 

“Revoada”, fotografia de Amanda Engel

 
O papel fica como o peito, como boca, …vazio! Sem saber distinguir o elo entre eu e você.
Não o sei escrever, pois o vazio estabelecido aqui é um sinal de que junto contigo, foi um pedaço de mim… um pedaço de nós… Entre sintomas e a falta de palavras!
Me proponho a um estilo mais libre; a gozar da liberdade e da poesia, para ter nada mais do que saudade.
A saudade tem sido meu remédio de doses diárias, somado a gotas de distância. E agora até o que era mais fácil me desafia! Ser poesia, necessita, além da arte, estar unido junto a milhões de você, de vocês.
Navegar de mãos dadas e espalhar grandezas requer pensamento firme, espírito de liderança e algum talento, dizem. E alma! – digo eu. É dela as saudades.
Cada um dos que não estão por aqui me deixaram marcas. Com elas,  a certeza de que, em síntese, sou uma soma de gente ímpar. Viver assim me ensina a cada momento como a saudade de coisa do passado é, mesmo que de longe, estar presente.
O tempo todo, todo o tempo!
__________________________
Valentina Rocha Virgínio é estudante de Geografia, atriz e professora de ensino fundamental em Foz do Iguaçu, Pr. Texto publicado na revista Escrita 47.
Amanda Engel é estudante de Enfermagem e faz fotografia e música em Foz do Iguaçu, Pr.
 

Arquivos

Categorias

Meta