Reserva de vida

  –  Parque Nacional do Iguaçu: 30 anos do título de Patrimônio da Humanidade  –

Cataratas do Iguaçu: a granda atração para os visitantes do Parque Nacional
Cataratas do Iguaçu: a grande atração para os visitantes do Parque Nacional

Há trinta anos, o Parque Nacional do Iguaçu recebia o título de Patrimônio Natural da Humanidade da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O sítio foi inscrito na lista do patrimônio mundial em 28 de dezembro de 1986, devido ao conjunto de quedas d´água que formam as Cataratas do Iguaçu e pela importância ambiental da reserva florestal de Mata Atlântica.
Cutia, um dos mamíferos que compõem a fauna protegida pelo Parque Nacional do Iguaçu. (Foto: H2Foz/ N.Rolim)
Cutia, um dos mamíferos que compõem a fauna protegida pelo Parque Nacional do Iguaçu. (Foto: H2Foz/ N.Rolim)

O Iguaçu foi criado em 10 de janeiro de 1939, por decreto do presidente Getúlio Vargas. Antes disso, em 1916, o aviador brasileiro Alberto Santos Dumont visitou a região de Foz do Iguaçu (PR) e comprometeu-se a pleitear do presidente do Estado do Paraná a desapropriação da área que abriga as Cataratas, até então de posse privada. Três meses depois, um decreto estadual determinou a utilidade pública das terras, abrangendo 1008 hectares.
O parque, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, impressiona pela exuberância e pela diversidade da fauna e da flora. A área é moradia de diversos animais ameaçados de extinção, como a onça-pintada e o jacaré-de-papo-amarelo, entre outras espécies raras. Segundo a Unesco, são 257 espécies de borboletas, 18 de peixes, 12 de anfíbios, 41 de serpentes, 8 de lagartos, 340 de aves e 45 de mamíferos.
A flora do Parque Nacional do Iguaçu também é muito variada, reunindo exemplares de grade porte, como pinheiro-do-paraná, cedro, peroba-rosa, ipê, canela, pau-marfim, timbaúba, além de inúmeras orquídeas e bromélias. Considerado uma das últimas áreas de Mata Atlântica, o parque é a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo.
Sob o Aquífero Guarani, um dos maiores mananciais de águas subterrâneas do mundo, o Parque Nacional do Iguaçu expande-se por 185 mil hectares. Integrado ao argentino Parque Nacional del Iguazu, o território ambiental protegido soma 260 mil hectares. A denominação Iguaçu vem do guarani (i = água, guaçu = grande), sendo atribuída por pesquisadores aos índios caingangues, antigos habitantes desse ecossistema.
 
Paraná espanhol – A área do Parque Nacional do Iguaçu serviu de passagem a expedições espanholas na América do Sul. Em 1542, a tropa do desbravador Dom Álvar Nunes Cabeza de Vaca, seguindo à bacia do rio da Prata, contemplou as Cataratas do Iguaçu. Nos séculos dezessete e dezoito, Portugal e Espanha disputaram a região. Sob a bandeira das missões jesuíticas, a Coroa Espanhola apossou-se de vasta área do território que atualmente configura o Paraná.
Em 1619, a expedição paulista de Manoel Preto percorreu a região para prear indígenas e combater as missões jesuíticas. O objetivo português foi atingido logo depois pelo bandeirante Antonio Raposo Tavares, que trinfou na região comandando 69 paulistas, 900 mamelucos e 2000 indígenas. Em 1750, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri, o território em litígio foi integrado ao Mapa do Brasil, sob domínio dos portugueses.
 
Parque – O Parque Nacional do Iguaçu é dirigido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal responsável pela gestão das unidades de conservação brasileiras. Aberto diariamente, das 9h às 17h, a reserva pode ser visitada durante o ano todo. Para saber mais sobre os atrativos do parque e compra de ingressos, acesse: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/
Faz 100 anos: Clique aqui e leia de Santos Dumont ao jornal Estado de São Paulo sobre as Cataratas do Iguaçu
Leia também: Parque Nacional do Iguaçu já teve milhares de moradores


 
Guatá / Paulo Bogler – Fotos: H2foz/Nilton Rolim

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