Nem uma a menos, nenhum direito a menos!

  –  No 8 de março,  mulheres marcham contra a violência e pela equidade de gênero  –


Atualizada em 09 de março,  às 18h30 
 
 
 
LEIA TAMBÉM: “Yo Paro – 8M”, um ensaio de Kari Canclini, fotógrafa paraguaia, sobre o movimento em Assunção.
 
Em Foz do Iguaçu, o Dia Internacional das Mulheres terá abrangência latino-americana, com a realização de debates, panfletagens e da Marcha das Mulheres, eventos organizados por diversos coletivos e entidades sindicais que atuam em Foz do Iguaçu. A mobilização é contra a retirada de direitos das mulheres na América Latina e pelo fim da violência de gênero.
A programação desta quarta-feira, 08 de março, terá início com panfletagem na Ponte Internacional das Amizade, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, das 08 às 10 horas. À tarde, às 14 horas, no Zoológico Bosque Guarani, acontece a roda de conversa “Mulheres e Trabalho”, com a participação das educadoras Louise Souza (APP-Sindicato/Foz) e Ana Paula Nunes (Unila).
Em seguida, acontece a concentração para a marcha, no Terminal de Transporte Urbano (TTU), com a realização de oficina de cartazes, intervenções artísticas e distribuição de informativos entre os passageiros dos ônibus. O início da Marcha das Mulheres está marcada para às 17 horas. A passeata irá percorrer as ruas centrais da cidade, denunciando a violência cometida contra as mulheres e os projetos dos governos que pretendem acabar com direitos.
O manifesto do movimento das mulheres ressalta as diferenças e o respeito. “Mulheres não são todas iguais. Raça, classe social, escolaridade, identidade e orientação sexual são algumas características que nos levam a experimentar diferentes dificuldades, seja em casa, na escola, no trabalho, na rua ou em qualquer lugar”, expõe o texto. “Não precisamos de suas flores, nem presentes e parabéns no dia 8 de março. Precisamos de respeito todos os dias”, ressalta.
Em Foz do Iguaçu, a programação de luta e resistência durante o Dia Internacional das Mulheres é organizada por estudantes e professoras da UNILA, ativistas sociais e integrantes de sindicatos que formam a Frente Sindical de Foz do Iguaçu.
Luta internacional
Este ano, o dia 08 de março terá a Greve Internacional de Mulheres em mais de 50 países. No Brasil, o movimento teve a adesão de mais de 60 cidades, em diversos estados. O objetivo é unificar e tornar internacional a luta contra a violência social, legal, política, moral e verbal sofrida pelas mulheres, em diferentes nações.
A coordenação da Greve Internacional propõe que as mulheres suspendam suas atividades domésticas por um dia, deixando de realizar tarefas como cozinhar, limpar, cuidar, entre outras, e paralisem as atividades remuneradas durante todo o expediente. Algumas cidades brasileiras concentrarão o protesto entre 12h30 e 13h30. Durante a mobilização, são promovidos debates sobre as desigualdades que afetam as mulheres.
No Brasil, além da luta contra a violência, uma das prioridades da Greve Internacional de Mulheres é evitar a aprovação da reforma da previdência, que na prática pretende acabar com a aposentadoria. O projeto do Governo Michel Temer propõe igualar a idade mínima de 65 para homens e mulheres se aposentar e eleva para 49 anos o tempo de contribuição necessário para uma pessoa obter a aposentadoria integral.
LEIA TAMBÉM: É preciso resgatar o conteúdo de lutas do Dia Internacional da Mulher
LEIA TAMBÉM: Mulheres paralisam Vale contra o calote da previdência (Jornal Brasil de Fato)

Mais de mil mulheres trabalhadoras sem terra paralisaram a Vale. (Foto: BdF/Julia Dolce

LEIA TAMBÉM: Charge: uma expressão feminista também
LEIA TAMBÉM: Nem uma a menos, nem estuprada, nem assassinada

Outras atividades na fronteira

 
Dia 08 de março
Ciudad del Este (Paraguai)
– Greve Internacional de Mulheres – Paraguai
Praça da Paz, às 9h
Caaguazú (Paraguai)
– Greve Internacional de Mulheres – Paraguai
Praça Libertad, às 8h
– Espetáculo teatral Py´Aguasu
(Três mulheres (camponesa, urbana e indígena) abordam a violência estrutural em suas vidas. Espetáculo dirigido por Mavi Gómez, com texto de María Esther Zaracho).
Praça Libertad, às 19h
Clique aqui e veja a programação do 8 de março em todo o Paraguai
Minga Porã (Paraguai)
Greve das Mulheres Centro de Minga Pora
Leitura do manifesto e apresentações artísticas
Plazoleta Municipal Marechal López, às 10h
Foz do Iguaçu – Unila (Jardim Universitário)
– Cinelatino, com a exibição do filme “Aquarius”, de Kléber Mendonça Filho.
Auditório Martina, às 18h30. Clique aqui para ver matéria sobre “Aquarius em Foz”
 
Dia 10 de março
Foz do Iguaçu – Unila (Jardim Universitário)
– Vivências em áreas de reforma agrária: diálogo com as mulheres do campo
Sala JU – C 205, das 07h às 18h
– Cinedebate das Minas, com exibição dos curtas Manuelas e Clube Stalker
  Auditório Martina, às 15h. Clique aqui para ver matéria sobre “Clube Stalker”
– Coco da Macaíba e Trio Forró di Figuera
Pátio JU, às 18h

Coco da Macaíba (Foto: arquivo do grupo)

– Roda de conversa sobre temas atinentes ao ser/estar na Unila
(racismo, xenofobia, LGBTfobia, violência contra as mulheres, assédio moral e sexual, etc).

______________
Guatá/Paulo Bogler

Arquivos

Categorias

Meta