Nenhum direito a menos em nossa comida

  –  Manifesto da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida,
em 3 de dezembro , no Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos  –

NOSSAS BANDEIRAS:

Pelo fim da pulverização aérea!
Pelo fim da isenção de impostos aos agrotóxicos!
Pelo banimento imediato dos agrotóxicos banidos no exterior!
Por uma água livre de agrotóxicos!
Pela criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos!

3dez16

ACESSE O DOSSIÊ SOBRE O IMPACTO DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE

No mundo inteiro, celebra-se neste dia 3 de dezembro o Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos. Nesta data, em 1984, em pleno auge da Revolução Verde na Índia, um vazamento na fábrica de agrotóxicos da empresa estadunidense Union Carbide provocou a morte de mais de 15.000 moradores da cidade de Bhopal, e a intoxicação de mais de 300.000.
Mas o que significa lutar contra os agrotóxicos hoje, 32 anos após a tragédia de Bhopal?
Não há dúvidas de que há uma profunda crise no sistema de alimentação mundial. Por um lado, a subnutrição atinge 11% da população, enquanto 8% sofre de obesidade, o que representa 1,4 bilhões de pessoas doentes por má alimentação.
Por outro lado, o sistema alimentar dominado pelas corporações faz com que 78% da produção agrícola mundial se concentre em apenas 7 culturas: cana de açúcar, milho, arroz, trigo, batata, soja e palma. Milhares de alimentos ligados à cultura dos povos são ignoradas, pelo simples fato de não serem comercializados nas bolsas de valores.
A sustentação deste modelo se dá a partir de uma série de elementos, entre ele o domínio privado das sementes e a produção de agrotóxicos. Neste sentido, Bhopal ainda está presente.
A Union Carbide, responsável pela tragédia, cuja área até hoje não foi descontaminada, foi comprada pela Dow Chemical, que acaba de se fundir com a Dupont. Ainda em 2016, Monsanto e Bayer, e Syngenta e ChemChina comunicam suas fusões, tornando o mercado de agrotóxicos e sementes mais concentrado do que nunca.
Sofrem os trabalhadores da fábricas de veneno, agricultores forçados a aplicar agrotóxicos, camponeses pulverizados e a Humanidade com suas sementes roubadas e sabedoria tradicional destruída. Sofre a população mundial, com a monotonia alimentar, o veneno no seu prato, e a soberania alimentar cada vez mais distante.

ASSISTA “O VENENO ESTÁ NA MESA II’:


No Brasil, o golpe sofrido este ano vem acelerar drasticamente a movimentação ruralista para retirada de direitos e flexibilização das leis. A extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário atingiu em cheio os avanços que vinham ocorrendo no campo de agroecologia, e o PL do Veneno pode ferir gravemente nosso Direito Humano à Alimentação Saudável, facilitando ainda mais o registro e uso de agrotóxicos no Brasil. Os transgênicos, mais do que nunca, estão sendo aprovados de forma quase instantânea pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A resistência é nossa principal arma de luta. O desenvolvimento da agroecologia é um caminho sem volta, com ou sem apoio do governo, e a população já sabe disso. No campo legislativo, é urgente a implementação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA), proposta por diversas organizações da sociedade. Ao mesmo tempo, entendemos como fundamental o trabalho que vem sendo realizado pelas organizações de base no desenvolvimento da reforma agrária e agroecologia.
Neste dia 3 de dezembro de 2016, estaremos nas ruas em várias cidades do Brasil, e exigimos:
Não à PEC55 e nenhum direito a menos para nossa saúde e alimentação;
Suspensão da aprovação de sementes transgênicas;
Arquivamento do PL do Veneno (PL6299/2002); e
Implementação imediata da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos.
Assina a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e 198 organizações.


Campanha Permanente contra os agrotóxicos e pela vida
 

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