Os trabalhadores no Cinema

01 de maio no calendário e dia para rever como o cinema imortalizou a luta dos trabalhadores através de seus filmes. A lista é aleatória e, claro, incompleta. Mas serve como um roteiro inicial para se olhar o cinema a partir da história dos trabalhadores.

 

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O ENCOURAÇADO POTENKIN (1925)
Considerado por muitos o melhor filme da história, Eisenstein consegue narrar em The Battleship Potemkin a rebelião dos marinheiros de 1905 contra seus oficiais . Cansados ​​do tratamento humilhante e injusto destes, os marinheiros se revoltam, dando lugar a uma verdadeira revolução para Odessa e toda a Rússia. Imperdível.

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TEMPOS MODERNOS (1936)
Críticas ao sistema de produção industrial que transforma trabalhadores em máquinas reais. Com o selo do grande Charles Chaplin, o Modern Times é a história do nosso cinema . A luta dos trabalhadores, clama contra o capitalismo e um pedido claro de dignidade para os trabalhadores de qualquer setor.

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A LEI DO SILÊNCIO (1954)

A luta dos trabalhadores, mas contada de outro ponto de vista, é o que A Lei do Silêncio oferece . Elia Kazan investiga o lado sombrio de um sindicato que tem Johnny Friendly (Lee J Cobb), chefe dos sindicalistas portuários, como líder que usa métodos de gângsteres para controlar e explorar cavaleiros. E sim, aqui está Marlon Brando em um de seus melhores papéis. Segundo alguns críticos, o diretor Elia Kazan tentou com esta obra justificar sua posição de denunciante na caça às bruxas do macartismo contra os comunistas. Mais além dessa questão polêmica e importante, vale a pena assistir o filme.

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A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO (1971)

Palme d’Or no Festival de Cannes de 1972 por uma obra crítica do cinema italiano. A classe trabalhadora vai para o paraíso conta a história de uma reclamação , apresentada por um trabalhador modelo que, depois de sofrer um acidente de trabalho, vê como sua empresa começa a deixá-lo de lado. Humor ácido também, para uma história difícil assinada por Elio Petri.

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NOVECENTOS (1976)
Bernardo Bertolucci queria prestar homenagem no cinema à obra The Fourth Estate (Giuseppe Pellizza da Volpedo), uma pintura que reflete um grupo de proletários impressionantes. Fez isso com a Novecento , uma produção ambiciosa do cinema italiano que, por mais de cinco horas, faz uma jornada pela história do país durante a primeira metade do século XX .

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GERMINAL (1993)


A luta dos trabalhadores em uma cidade no norte da França, onde a queda nos salários, a insegurança no emprego e a miséria dão origem a uma terrível greve e à luta socialista. Em Germinal, verifica-se a dureza da repressão do exército, as diferenças de classe e a tirania de uma sociedade liderada pelo capital com um Gérard Depardieu em um de seus melhores papéis.

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SEGUNDAS-FEIRAS AO SOL (2002)

O cinema espanhol também relatou a luta dos trabalhadores e, “Segundas-feiras ao sol “, o faz do ponto de vista daqueles que foram privados de seu direito ao trabalho pelo desenvolvimento industrial e por uma sociedade capitalista. Empregos precários, dias ao sol e a busca por um salário decente se reúnem em um trabalho reivindicador assinado por Fernando León de Aranoa.

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A NÓS, A LIBERDADE (1931)
De René Clair. Depois de escapar da prisão, homem consegue enriquecer ao vender vitrolas. Seu amigo, que continua preso, segue outro destino. Mais tarde, ambos voltam a se encontrar nesse filme de contornos mágicos.

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O PREÇO DE UMA VIDA (1949)

De Edward Dmytryk. O sonho, outro vez, corre pelo ralo. O homem da construção civil é corrompido pelo sistema e, antes em defesa da causa operária, passa ao lado dos patrões. iderado um filme americano neorrealista. Filme neo-realista que retrata de maneira ímpar e corajosa, a vida dura numa cidade urbana estrangeira. Com este filme o seu diretor foi vítima do macartismo.

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OS COMPANHEIROS (1963)
de Mario Monicelli. Sob o comando do mestre da comédia à italiana, Marcello Mastroianni faz o professor embrenhado entre trabalhadores de uma fábrica têxtil. Filme extraordinário sobre a importância da consciência de classe.

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TUDO VAI BEM (1972)

De Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin. O enquadramento e cenários de Godard e Gorin em alguns momentos assemelham-se a um teatro. Yves Montand faz um cineasta desiludido, Jane Fonda uma agitadora inflamada. É da fase mais politizada de Godard, à sombra de 68.

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NORMA RAE (1979)

De Martin Ritt. A protagonista, interpretada por Sally Field, faz uma operária da indústria têxtil americana. Ao perceber as injustiças de seu local de trabalho, ela une-se a um líder sindical e sua vida é colocada de cabeça para baixo.

 

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ELES NÃO USAM BLACK-TIE (1981)
De Leon Hirszman. Da famosa peça de Gianfrancesco Guarnieri, o mestre Hirszman vai às diferentes faces da classe operária, no seio da família, com conflitos e gestos de afeto. A cena da separação dos feijões entrou para a história.

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A CLASSE OPERÁRIA (1982)

De Jerzy Skolimowski. Um grupo de operários poloneses muda-se para a Inglaterra para reformar uma casa. São liderados pela personagem de Jeremy Irons. Tudo muda quando eles não conseguem retornar ao seu país de origem.

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A FÁBRICA DE NADA (2018)
De Pedro Pinho. Uma feliz novidade vinda de Portugal. O diretor Pinho mostra a difícil rotina dos operários que descobrem o colapso da fábrica em que trabalham. Decidem se mover. Em momentos, o filme escapa a algo mágico.

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EM GUERRA (2019)
De Stéphane Brizé. O diretor francês volta a trabalhar com seu ator-fetiche, Vincent Lindon. Como em outros filmes do realizador, eis um cinema físico, potente, sobre um grupo de pessoas em luta – ou, como se propõe, em guerra.

COM PALAVRAS DE CINEMA E ZELEB

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