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Palavras & poemas

A poesia de Sergio Vaz

É preciso democratizar a palavra,
dessacralizar a literatura.
Sagrado não é quem escreve
sagrado é quem lê.

**

Sinfonia para surdos

Sou um poema
que o destino incumbiu de ser feliz
dizem que sou filho de Ogum, guerreiro
que transforma em batalhas
o silêncio de quem não diz.

Sou um poema
sem nome algum
a espada de cortes profundos
na anca dura da solidão.

Sou a dor, que causa medo no mundo
a navalha que enferruja
as fendas escuras do seu coração.

Da fina pele do corpo
teço armaduras
que visto
pra ser visto, na noite escura,
por todos irmãos que não são meus.

Sou um poema de horizontes,
não derrapo nas curvas, na vertical.
Sou o suor e o sangue que te reanima
o veneno pra te livrar do mal.

Sou a chuva
que se liberta das nuvens
a tempestade que enfurece o mar
sou o amargo na boca da uva
e doce vinho no seu caminhar.

Sou o tudo e o nada
na anti-frequência do pensamento
Espaço e tempo
Dentro e fora
na mesma sintonia.

Sou surdo e mudo
no tom da dura sinfonia
que fora do ar
sem ritmo, dança,
mas não entende a poesia.

**

Por conta da timidez
aprendi a beijar com os olhos.

**

Tem palavras que chegam como um abraço.
E tem abraços que não precisam de palavras…

________________________
Sergio Vaz, poeta brasileiro



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