Para o tempo presente

  –  Poesia e política, não necessariamente nesta ordem. Guatá apresenta poética de Brecht em encontro de pedagogos  –

 

Participantes do I Encontro do Coletivo de Pedagogos conversam com mediadora da Guatá sobre a banca literária. (Foto: Paulo Bogler)

“Que tempos são esses, em que
Falar de árvores é quase um crime
Pois implica silenciar sobre tantas barbaridades?
Aquele que atravessa a rua tranquilo
Não está mais ao alcance de seus amigos
Necessitados?”
(Brecht)
A arte política do poeta e dramaturgo Bertolt Brecht não escaparia do ódio e da ignorância fosse ele brasileiro vivendo em nosso tempo de mordaça. Vivemos, por isso precisamos de poemas e de política, não necessariamente nessa ordem. Vivemos, por isso vamos de Brecht!
A poesia de Brecht foi exposta pela Associação Guatá a profissionais da pedagogia da rede estadual de educação, neste sábado (28), durante o I Encontro de Pedagogos da APP-Sindicato/Foz. O evento ocorreu no anfiteatro do Colégio Monsenhor Guilherme.
Os poemas de Brecht, alguns deles escritos há quase um século, guardam uma inquietante coincidência com os debates realizados pelos educadores: precisam defender o óbvio. “Que tempos são estes, em que precisamos defender o óbvio?”, perguntaria o escritor.
Tristes tempos – o de Brecht e o atual – em que a reflexão, o diálogo, o conhecimento e a razão são atropelados pelo dogmatismo, o arbítrio e o fundamentalismo. A desrazão engendra os piores monstros.
Vivemos, por isso não abdicamos do direito humano de falar e de ouvir. Vivemos, por isso precisamos de política e de poemas, não necessariamente nessa ordem.
Clique aqui e veja mais da obra de Bertolt Brecht
_____________________________________
Guatá/Paulo Bogler

Arquivos

Categorias

Meta