“Percepções Turísticas” aborda visões sobre Foz do Iguaçu

  –  Livro foi escrito por Eduardo Hack Neto a partir de sua pesquisa de doutorado  –  

Apresentação do livro "Percepções Turísticas"
Apresentação do livro “Percepções Turísticas”

A Foz do Iguaçu segundo o ponto de vista dos moradores locais, dos turistas e dos potenciais visitantes. Esse é o enfoque que o professor Eduardo Hack Neto dá em seu recém-lançado livro “Percepções Turísticas”. A obra nasceu de sua dissertação de mestrado, após quatro anos de trabalho em conjunto com a Universidade Federal do Paraná e a Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.
“Este é um livro que considero importante aos gestores, estudantes, pesquisadores e comunidade local, para o conhecimento dos impactos da comunicação com os destinos turísticos, notadamente com foco na percepção e representação de Foz do Iguaçu”, afirmou o autor.
Hack Neto é docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Tecnologias, Gestão e Sustentabilidade da Unioeste/Foz. Na composição da obra, ele utilizou uma metodologia diferenciada para pesquisar, por exemplo, qual o motivo da visita e o tempo de permanência do turista.
“Eu me questionava sobre o que as pessoas pensavam sobre Foz. Eu queria entender o que a comunidade local, os turistas e os potenciais visitantes pensam da cidade. Para isso, desenvolvi uma forma diferenciada de pesquisa, por meio de mapas mentais, em que as pessoas responderam com desenhos”, contou.
livro turismo1A metodologia – O escritor optou por uma metodologia alternativa às formas convencionais de pesquisa porque estas indicam, muitas vezes, uma concepção nem sempre fiel aos fatos. “Muitas respostas apontam uma autopercepção por vezes até equivocada. Esse método, pautado em Kozel, busca as representações dos lugares, portanto lida com cognição, imagem e cultura, o que resulta em respostas que são fruto do inconsciente aflorado (sem muito pensar), através desenhos”, explicou.
O resultado da pesquisa relatado no livro é surpreendente: “Para a demanda internacional, Foz do Iguaçu não existe. No mercado internacional, o atrativo turístico [Cataratas] sobrepõe a própria cidade, e grande parte do mundo não compreende que existe uma cidade e uma série de outros atrativos que as pessoas podem desfrutar”.
De acordo com o Hack Neto, uma alternativa seria divulgar mais a imagem da cidade, não apenas os seus destinos turísticos. “As pessoas, no exterior, quando pensam em Cataratas, a imagem desenhada é algo tão nativo como o Jardim do Éden. Não se pensa em estrutura”, disse.
O pesquisador reconhece o trabalho realizado pela Gestão Integrada do Turismo, especialmente com apoio da Itaipu na divulgação do destino em meios de comunicação estrangeiros. “Eu acredito na atuação dos vários atores para discutir sobre que Foz nós temos, que Foz nós queremos e como conduzir a comunicação com os canais externos.”
A pesquisa ainda reforça a premissa de que quanto mais próximo da cidade o público-alvo, maior a riqueza de detalhes sobre a sua concepção; e quanto mais distante, menor. “As pessoas que moram aqui têm mais informação do que os meios de comunicação oferecem. Alguns desenhos apontaram para realidade com criminalidade, segurança, prostituição e narcotráfico. Já o turista que está aqui apresenta uma visão mais romântica”, informou.
Serviço
“Percepções Turísticas”, de Eduardo Hack Neto
Editora Grupo Talentto’s – 190 páginas
À venda nas livrarias Talentto’s e Kunda ou diretamente com o autor
Contato: www.facebook.com/eduardo.hackneto


H2FOZ – Douglas Furiatti – douglas@h2foz.com.br

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