Pra todo mundo pensar o Mundo

  –  ONU lembra importância de defender direitos humanos frente a discursos de ódio.
Declaração completou 68 anos em 10 de dezembro  –   

Uma menina síria ainda assustada, após ter realizado a arriscada travessia pelo Mediterrâneo rumo a Lesbos, na Grécia. Foto: ACNUR/Giles Duley
Uma menina síria ainda assustada, após ter realizado a arriscada travessia pelo Mediterrâneo rumo a Lesbos, na Grécia. Foto: ACNUR/Giles Duley

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lembrou neste sábado (10) a importância da defesa dos direitos humanos em um momento de múltiplos conflitos, crescentes necessidades humanitárias e aumento do discurso de ódio.
“Como secretário-geral das Nações Unidas na última década, eu repetidamente enfatizei a interdependência dos três pilares das Nações Unidas — paz, desenvolvimento sustentável e direitos humanos”, declarou Ban em comunicado. “Juntos, elas formam a base de sociedades resilientes e coesas firmadas na inclusão, na justiça e no Estado de direito”, completou.
Segundo Ban, os direitos humanos estão no coração do trabalho e da identidade das Nações Unidas, enquanto esse entendimento está no centro da iniciativa “Direitos Humanos em Primeiro Lugar” da ONU.
“Em um momento de múltiplos conflitos, crescentes necessidades humanitárias e aumento do discurso de ódio, a Declaração Universal dos Direitos Humanos nos lembra que o reconhecimento dos ‘direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é a base da liberdade, da justiça e da paz no mundo’”, declarou.
Este também é o espírito da campanha da ONU lançada recentemente “Juntos — Respeito, Segurança e Dignidade para Todos”, cujo objetivo é lutar contra a xenofobia enfrentada por refugiados e migrantes.
“Também precisaremos deste espírito para combater o extremismo, interromper o desrespeito às leis humanitárias internacionais e defender grupos da sociedade civil que enfrentam medidas cada vez mais duras que os impedem de exercer seu papel vital.”
“Defender os direitos humanos é do interesse de todos. O respeito aos direitos humanos significa bem-estar para cada indivíduo, estabilidade para cada sociedade e harmonia para nosso mundo interconectado”, disse Ban.
Para Ban, todos podem e devem agir na vida cotidiana em defesa dos direitos humanos das pessoas à sua volta. Essa é a força propulsora por trás da nova campanha global que está sendo lançada pelo escritório de direitos humanos da ONU — “Manifeste-se pelo direito de alguém hoje”.

Declaração Universal dos Direitos Humanos
está disponível em mais de 500 idiomas

A Declaração Universal dos Direitos Humanos ganhou uma versão inédita no dialeto da língua indígena quechua falado por cerca de 116 mil pessoas no noroeste da Bolívia. Com a nova tradução oficial, o documento — que já era o mais traduzido em todo o mundo — está disponível em 501 idiomas.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos ganhou uma versão inédita no dialeto da língua indígena quechua falado por cerca de 116 mil pessoas no noroeste da Bolívia. Com a nova tradução oficial, o documento — que já era o mais traduzido em todo o mundo — está disponível em 501 idiomas.
O alto-comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al Hussein, comemorou o feito e disse que o número crescente de traduções do texto assinala “o poder de suas palavras em ressoar poderosamente por todas as culturas e línguas”.
Adotada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de dezembro de 1948, a Declaração é um marco que definiu, pela primeira vez, os direitos humanos fundamentais que deveriam ser universalmente protegidos. O primeiro de seus 30 artigos determina que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.
Em novembro de 1999, a instituição Guinness World Records afirmou que o texto era o documento mais traduzido no planeta, com um total de versões em 298 línguas à época. A certificação do organismo foi atualizada em 2009, quando o número de traduções chegou a 370.
Desde então, a publicação da Declaração em outros idiomas por governos, organizações da sociedade civil e indivíduos continuou. Atualmente, o documento pode ser lido em línguas e dialetos de todo o globo, do Abkhaz ao Zulu, e também foi traduzido para as linguagens de sinal britânica e espanhola. O 501º idioma a ganhar uma tradução foi um dialeto da língua Quechua falado no departamento de La Paz.
Acesse a Declaração em português aqui.


Boletim da ONU Br
 

Arquivos

Categorias

Meta