Saúde de aço

  –  Acervo externo do Ecomuseu ganha cobertura  –

 
O tempo estava castigando o acervo que fica do lado de fora do Ecomuseu de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Até o velho “Sansão”, acostumado com o trabalho pesado do canteiro de obras, não suportava mais o sol de rachar. Nesta época do ano, em Foz do Iguaçu, é ainda pior: sol escaldante, intercalado com chuvas que não param mais. Construir coberturas com madeira de eucalipto e telha de barro foi a solução encontrada pela Diretoria de Coordenação para proteger as peças e evitar a ação corrosiva do tempo.
Além do Sansão, o caminhão peso-pesado que hoje pode ser visto por quem passa pela Avenida Tancredo Neves,

Pá de escavação do canal de desvio, de 10 toneladas, agora protegida. (Foto: Divulgação)

fazem parte da lista o barco patrulha Quaraí e a pá de escavação do canal de desvio – todos expostos na área externa do museu.
A construção das coberturas começou no final de novembro e já está em fase final de acabamento. Para abrigar o caminhão, foi necessário construir seis colunas de seis metros de altura cada uma. Toda a madeira utilizada é de reflorestamento, tratada em autoclave – para proteger contra cupins, fungos e umidade.
A museóloga Letícia Acosta Pôrto (MAPE.CD), do Ecomuseu, lembra que o barco Quaraí foi reformado há pouco mais de três anos, mas já apresentava marcas de ferrugem na carcaça. Por isso, alguma coisa precisava ser feita.
Letícia Acosta Pôrto: “Interação com com o acervo e a construção da usina” – foto Divulgação

O barco e o caminhão, segundo ela, são as peças do acervo externo que mais chamam a atenção dos turistas – e que geram mais selfies. “É uma forma de o visitante interagir com o acervo e com a própria construção da usina”, apontou.
Perguntas sobre a participação do Quaraí na operação Mymba Kuera (“pega-bicho” em guarani), em 1982, para o resgate de animais silvestres durante o enchimento do lago, sempre aparecem nas visitas, diz o estagiário do Ecomuseu Fábio Cardozo Cáceres, estudante de Biologia.
Outra dúvida é sobre o que aconteceu com a frota de caminhões gigantes que construíram Itaipu. “Foram levados para obras de outras barragens no País”, explica o guia Luciano Bachega, do PTI. Ficou apenas o Sansão, para que a história de uma das maiores obras do planeta nunca não seja esquecida.
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(Assessoria)

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