Sétima – feira

  –  Uma crônica de Letícia Lichakovski  – 

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Todos já sabemos a ordem dos dias da semana: Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta – feira, Quinta – feira, Sexta- feira e Sábado.
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Isso não é novidade para ninguém. Mas o que é segredo e que poucos sabem é que, assim como existem números fracionários entre um e dois na Matemática, também existe algo entre a Sexta e o Sábado: a Sétima –feira.
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É aquela altura que você não sabe mais se é tarde da noite ou cedo da manhã. É algo que todos adoram, mas não sabem da existência desse “semi-dia”.
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É a hora em que os casais namoram dentro dos quatros paredes, hora de a mãe levantar para amamentar o bebe, hora de descanso onde as crianças repõem as energias para o amanhã e é hora que a noite não para.
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A noite, apesar de fria na Sétima – feira, aquece. Faz com que todos tenham vontade de abraçar, beijar, suar, transar, pular, dançar e tantas outras ações. Faz com que todos pensem: tomara que o Sábado demore para terminar. Mal sabem eles que o Sábado ainda nem chegou. Que aquele dia, é algo entre as madrugada dos dois dias favoritos das pessoas, onde o final de semana começa.
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Sétima – feira é o segredo dos poetas, assim como os Templários tinham os seus. Agora, que o tornei público, façam o favor de contar para o vizinho, para os avôs, para os pais e filhos. Quem sabe assim, ao perceberam quão maravilhosa é a Sétima-feira, nossa semana passe a ter oito dias, sendo dois deles, sagrados: um para descanso e o outro para se libertar da mesmice causada pelo calendário.

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Letícia Lichakovski é jornalista em Foz do Iguaçu, Pr. Texto publicado na Escrita número 8.

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