Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on print
Print

Símbolo da amizade, ponte que liga Brasil e Paraguai completa 55 anos em meio ao silêncio

*  Por Denise Paro
Ponte da Amizade unindo Brasil e Paraguai. (foto: Marcos Labanca)

Ela é símbolo de amizade. Diariamente se transforma em passarela para gente de todas as cores, sotaques e línguas. Gente que quer ganhar o pão, encontrar pessoas, dividir alegrias e dissabores. Hoje, ao completar 55 anos, amanheceu tranquila, sem o vaivém frenético daqueles que correm em busca de um sentido para o que chamamos de “vida”.

Inaugurada no dia 27 de março de 1965, a Ponte da Amizade, que une Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, ao longo da história, já foi palco de barricadas, greves, protestos e cenário de conflitos com bombas de gás lacrimogênio, do lado de lá e de cá. Hoje abre alas para o silêncio e para quem realmente precisa manter Brasil e Paraguai pulsando – caminhoneiros e ambulâncias. Pela primeira vez na história, o aniversário da Ponte da Amizade não tem o barulho das motos, dos carros e das pessoas.

A ponte nasceu das mãos de paraguaios e brasileiros e se tornou referência arquitetônica para a época. Ostentou o título de maior arco de concreto do mundo, com um vão-livre de 70 metros de altura para a passagem de navios. No pico da construção, em 1959, chegou a oportunizar emprego para mil pessoas; muitas delas paraguaias que vieram morar com a família no lado de cá e fazer história.

A estrutura fez crescer as relações comerciais entre Brasil e Paraguai, otimizou as trocas culturais e humanas, transformou Ciudad del Este no paraíso para sacoleiros brasileiros, mas também virou caminho da contravenção, do contrabando, do tráfico e de carros roubados. A Ponte da Amizade reflete a luz e as trevas que compõem o mosaico da vida humana.

Um vírus parou a ponte. Mas a ponte não parou sua missão.

À Ponte da Amizade, desejamos uma longa história, sempre selando a união de brasileiros, paraguaios e toda a população da fronteira trinacional.

*Denise Paro é jornalista em Foz do Iguaçu, Pr. Texto publicado originalmente no portal H2foz.

Arquivos

Categorias

Meta