Solstício de inverno

O dia mais curto e a noite mais longa do ano. Também tempo de uma celebração importante da cultura andina

Sol de inverno (Foto: Patricia Liliana Iunovich)

Desde às 12h53 (horário de Brasília) desta sexta, 21 de junho, é inverno. E a nova estação durará três meses. Neste período, pouco a pouco, o frio será a cara hegemônica aqui no sul do hemisfério sul. Até o dia 21 de setembro pelo menos a expectativa será sempre de um clima mais gelado, permeado pelos aguaceiros e algo um tanto cinza no céu (oxalá, que seja só climático o fenômeno.

Para marcar o início, o solstício de inverno.

Solstício de Inverno – é um fenômeno da astronomia que marca o início da estação fria. Tendo como referência o Hemisfério Sul, o solstício de inverno é o instante em que o Hemisfério Norte está inclinado cerca de 23,5º na direção do Sol.O termo solstício tem a sua origem no latim solstitius que significa “ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar”. Consiste em sol + sistere que significa “parado”.

No solstício de Inverno acontece o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa do ano, em termos de iluminação por parte do Sol.

O solstício acontece graças aos fenômenos de rotação e translação do planeta Terra, pois graças a estes acontecimentos a luz solar é distribuída de forma desigual entre os dois hemisférios do planeta Terra.

No Hemisfério Sul – Quando os países do Hemisfério Sul, como é o caso do Brasil, estão passando pelo Solstício de Inverno, os países do Hemisfério Norte estão passando pelo fenômeno contrário: o Solstício de Verão.

Assim, são fenômenos que acontecem em momentos opostos, dependendo do hemisfério em que um determinado país se encontra. Por esse motivo, quando é Inverno no Brasil (Hemisfério Sul), é Verão em Portugal e na Índia, por exemplo, (Hemisfério Norte) e vice-versa.

Cerimônia de Inti Raymi, em Cusco, no Peru. 2014 (Foto: DPA)

Solstício e povos andinos

A cada solstício de inverno, a comunidade andina comemora o “Inti Raymi”, que na língua quechua, significam “Festa do Sol”. A celebração remonta à cultura inca, num culto ao Sol. Se realizava através de um ritual dedicado àquele que era a divindade mais importante no Tahuantinsuyo, palavra com que os Incas denominavam o território de seu império.

Na cosmovisão andina se considerava que quando acontecia oque hoje conhecemos como solstício, o Sol reiniciava um ciclo. Era um renascer muito valioso a que se rendiam cultos para agradecer a um bom desempenho nas colheitas. (De Clarín)

Clique e leia a reportagem completa sobre a festa Inti Raymi

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Guatá / Com Clarín

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