Supremo Aniversário

  –  Paraguai celebrará centenário do escritor Augusto Roa Bastos durante todo o ano de 2017  –  

 

Augusto Roa Bastos, autor de "Yo, El Supremo", completaria 100 anos em 2017. (Foto: Pg12)
Augusto Roa Bastos, autor de “Yo, El Supremo”, completaria 100 anos em 2017. (Foto: Pg12)

“Un pueblo sólo es libre por voluntad de espíritu colectivo, y por nadie más que por él mismo puede ser liberado” (Roa Bastos)
 
Escritor paraguaio de maior referência internacional e um dos grandes nomes da literatura latino-americana, Augusto Roa Bastos será celebrado em 2017, ano do centenário de seu nascimento. O autor compôs ensaios, roteiros, poesias e romances que foram traduzidos em dezenas de países, além de atuar no jornalismo. Roa Bastos recebeu diversas premiações, com destaque para o Prêmio Cervantes, mais importante distinção da literatura de língua espanhola.
 
O centenário em homenagem a Roa Bastos terá início no dia 1° de janeiro, no Paraguai e em vários países, especialmente na Argentina, França e Espanha, onde o escritor viveu e desenvolveu as suas atividades. Estão previstas ações em universidades, centros culturais e feiras de livros, abrangendo conferências, exposições, reedições de livros, ciclos de cinema de filmes com roteiros escritos por Roa Bastos e peças teatrais.
 
Exposição inaugurada em Assunção reúne documentos e detalhes da vida e da obra de Roa Bastos.
Exposição alusiva ao centenário de Roa Bastos.

A parte mais importante da agenda comemorativa ao centenário de Roa Bastos será realizada no dia 26 de abril de 2017, data da morte do escritor, ocorrida em 2005, quando Roa Bastos tinha 87 anos de idade, e no dia 13 de junho, quando nasceu o escritor paraguaio.
Para tanto, já estão previstos dois grandes concursos, um de roteiro cinematográfico e, outro, de literatura.
“Queremos que esta comemoração seja popular, que as pessoas se apropriem de Roa Bastos, que o recordem e saibam quem foi”, afirmou ao jornal argentino Mirta Roa, filha do escritor.
 
roa-bastos2A obra – A principal obra de Roa Bastos é “Yo, el supremo” (“Eu, o supremo”), romance de 1974 e que até hoje fascina leitores das boas narrativas latino-americanas ou interessados em se aprofundar em enredos cheios de personagens autoritários e tiranos que ainda hoje fazem sombra na história dos países do continente. Entre seus romances, ainda destacam-se “Hijo de hombre” (1960), “Vigilia del almirante” (1992) e as coleções de contos “El sonámbulo” (1976) e “La tierra sin mal” (1998). Seu último livro foi “Madama Sui” (1996).
 
Na vida – Com apenas quinze anos, Roa Bastou participou como enfermeiro da Guerra do Chaco (1932-1935), entre Paraguai e Bolívia. Em 1947, foi obrigado a exilar-se na Argentina, devido à ditadura que tomou o Paraguai, fato e circunstância que repetiram-se em 1970. Em 1982, perdeu a cidadania paraguaia. Depois de quatro décadas fora, pôde regressar ao seu país em 1989, com o fim do regime ditatorial de Alfredo Stroessner.
Leia “Esos Rostros Oscuro”, um conto de Augusto Roa Bastos, editado pela Guatá.


 
Guatá/ com pag12

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