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Teatro, um grito na rua

Artistas reunidos em Curitiba farão cortejo na manhã deste sábado (14), para protestar contra a repressão à arte e à liberdade de expressão.

No primeiro dia de programação, a apresentação do espetáculo maringaense “Andarilhos de Cordel” (Foto: Vanessa Vzorek )

De 13 a 16 de setembro acontece em Curitiba o 4º Encontro da Rede Paranaense de Teatro de Rua. O evento conta com a participação de grupos de teatro de rua de Curitiba, Londrina e Maringá, que se reunirão em plenárias para debater sobre políticas públicas e sobre as demandas do trabalhar com arte nas ruas. Além das plenárias, haverão intervenções e apresentações artísticas gratuitas e abertas ao público, nas Ruínas São Francisco, na rua XV de Novembro, no espaço Marielle Franco e na Vigília Lula Livre, movimentando a cena cultural da cidade e promovendo um intercâmbio entre artistas do Paraná.

Neste sábado, às 10h, os artistas farão um cortejo saindo da Praça Santos Andrade, que seguirá pela Rua XV de Novembro até a Boca Maldita. A ação tem como objetivo protestar contra a repressão sofrida pelos trabalhadores da arte de rua, que têm se intensificado durante a gestão de Rafael Greca à frente da prefeitura de Curitiba. O cortejo também pretende chamar a atenção da população da cidade para a importância da arte na rua, por ser uma forma de acesso gratuito à cultura e a integração entre diferentes públicos. O evento segue até a próxima segunda, com plenárias, apresentações e intervenções pela cidade. 

O que é a Rede? 

A Rede Paranaense de Teatro de Rua faz parte da Rede Brasileira de Teatro de Rua, uma organização horizontal, inclusiva e não hierárquica, que, desde 2007, luta por políticas públicas culturais, em âmbito municipal, estadual e federal; ampliando reflexões e possibilidades para o teatro de rua, com encontros, movimentos e ações artísticas e políticas por todo o Brasil.

De acordo com os realizadores, o encontro em Curitiba é de extrema importância, por trazer à capital questões de grupos das cidades do interior e por somar força aos enfrentamentos dos artistas daqui. “Especialmente nesse momento, em que a prefeitura e alguns empresários fecham o cerco contra os artistas de rua da cidade, em um movimento que intensificou em janeiro deste ano, quando veio à tona um decreto sigiloso e inconstitucional do prefeito Rafael Greca, colocando várias restrições que inviabilizam o trabalho dos artistas. As repressões seguem até hoje, incluindo ameaças e prisões de músicos e seus equipamentos de trabalho e a recente agressão de um transeunte da rua XV contra o Palhaço Chameguinho”, explicam.

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Brasil de Fato

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