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“Três Alves” no Dia dos Povos Indígenas. Cinedebate aborda documentário sobre os Ávas-Guarani

Nesta segunda, 19, a programação da 8a JURA – Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, online – tem espaço para a questão indígena. Às 19 horas, pelo canal do evento no Youtube, sessão do longa “Três Alves”, dirigido por Vander Colombo e produzido pela L’avant Filmes.

O filme conta a história de três irmãos indígenas da etnia Avá-Guarani que lideraram a retomada de terras perdidas pela construção da Usina de Itaipu.  Após a projeção do documentário haverá uma mesa redonda virtual com a participação de Laysmara Carneiro Edoardo – doutora em Sociologia pela USP e diretora de produção do filme, do historiador e indigenista Paulo Porto Borges, de Clovis Brighenti (Unila), Teodoro Alves – liderança Avá-Guarani, além do diretor Colombo.


Três Alves

A história do trio João, Pedro e Teodoro, narrada no filme com uma alegoria da diáspora guarani, é fundamental para o entendimento do processo de migração dos povos indígenas na tríplice fronteira.

Os Alves viviam na aldeia Ocoy Jacutinga, uma das comunidades atingidas pela formação do lago de Itaipu. Após ser desalojada, a família migrou e dispersou-se, de maneira que cada um dos três filhos montou uma nova aldeia em regiões diferentes do Paraná.

Três novos caciques em busca da Terra Sem Males. “A partir daí a tradição oral dos guarani contará sua própria história e trajetória, que ao mesmo tempo em que apresentará um drama humano contará a diáspora guarani pós-Itaipu”, explica Vander Colombo, diretor do documentário.

Segundo estudos da antropóloga Malu Brant, existiam 32 aldeias no Paraná antes do período de Itaipu, sendo que ao menos nove delas desapareceram entre 1940 e 1982, período entre a criação do Parque Nacional do Iguaçu (1939) e o alagamento para formação do lago (1982).

“Três Alves”, diáspora guarani. (Fotograma do documentário)

Esse estudo, junto com o acompanhamento do historiador e indigenista Paulo Porto Borges, que analisa a migração e os conflitos de terra no oeste do Paraná e no Mato Grosso do Sul, foram os pontos de partida para a idealização do documentário.

Os dois estudiosos, inclusive, acompanharam a produção e as filmagens de Três Alves nas aldeias do oeste do Paraná. “Ao se contar a história da família Alves na perspectiva destes três irmãos também se constrói de maneira paralela toda a história da luta territorial guarani, especialmente as últimas migrações deste povo oriundas de Ocoy”, comenta Paulo Porto.

Para o historiador, a partir da história do trio de irmãos será possível compreender toda a trajetória do povo guarani, especialmente ao que pertencia ao complexo Jacutinga, que foi inundado pelo reservatório de Itaipu.

“O documentário Três Alves será de fundamental relevância neste momento político em que as ocupações guarani estão em pauta, que se tenta entender os 21 acampamentos não reconhecidos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e pelo Estado no oeste do Paraná, que vão desde Itaipulândia até Guaíra”, acrescenta.

Mais Jura

Esta é a oitava edição da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária – JURA, evento organizado com a participação de várias universidades públicas brasileiras, movimentos sociais e entidades do terceiro setor.

Nesta segunda (19) também está programada outra mesa de trabalho do evento acadêmico. Às 14h30 , haverá uma atividade para relembrar os 25 anos do episódio que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás. Às 15 horas, será realizada uma mesa de debate sobre a “Questão Agrária e Desafios da Luta por Reforma Agrária Popular na Atualidade”, que terá como convidada Lelly Mafort, dirigente do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Para participar, acesse, aqui.

Guatá com assessoria e BDF

 

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