Um canal de expressão e o jogo dos sentidos

  –  Texto e fotos de Áurea Cunha  –  

O Ponto de Cultura Tirando de Letra  movimentou alunos de 3º e 4º anos, da escola Municipal Padre Luigi Salvucci, Vila C na manhã da última terça-feira, 8 de dezembro. Às vésperas das férias, participaram de duas oficinas, uma de “fanzine” e a outra de “lembranças”. As duas oficinas ocorreram simultaneamente.
Inspirada nas publicações independentes que ganharam corpo nos anos 70 e 80 no Ocidente, a Oficina de Fanzines estimula a criação de revistinhas artesanais, que podem ser feitas por qualquer pessoa e funciona como um meio de comunicação pessoal.  Numa adaptação às crianças que cursam o ensino fundamental, os mediadores de leitura do Tirando de Letra explicaram que em tais publicações contariam com desenhos, colagens,poemas e histórias.
Para essa oficina se reuniram duas turmas do 3º ano. Kimberly dos Santos, 8 anos, se esmerou, ocupou as oito páginas da sua revistinha com desenhos de suas amigas, seu pedido ao papai Noel  e a  letra da sua música preferida. “Gostei, aprendi que com o fanzine a gente pode expressar o que está sentindo”.
Já Maria Eduarda da Silva, 9 anos diz, ”nunca tinha pensado que eu  poderia fazer uma revistinha só minha , ela pode ser o livro da minha vida”, completou a menina.
Oficina de lembranças – A outra oficina trabalhou com alunos do 4º ano e o trabalho girou sobre as primeiras lembranças.  Para a atividade foi elaborado, pelos próprios alunos, uma dobradura em papel sulfite para servir de ferramenta de um jogo batizado como “jogo da sorte”.
A ideia foi trabalhar com as primeira lembranças através dos sentidos.  O jogo é o seguinte, a criança diz um número de um a oito que são as partes da dobradura. Esses números correspondem a um desenho dentro da dobradura relacionados aos sentimentos. Ao sortear o número a criança tem oportunidade de falar sobre sua primeira lembrança em relação àquele sentimento. As lembranças, em geral, estavam relacionadas ao ambiente familiar.
No final, todas as lembranças compuseram um poema único.


Áurea Cunha é jornalista, fotógrafa e mediadora cultural do Ponto de Cultura Tirando de Letra, em Foz do Iguaçu
 

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